Deutsche Telekom e MetroPCS vão fundir operadoras de celulares

quarta-feira, 3 de outubro de 2012 18:22 BRT
 

Por Harro Ten Wolde e Sinead Carew

FRANKFURT/NOVA YORK, 3 Out (Reuters) - A Deutsche Telekom e a MetroPCS afirmaram que vão fundir suas operações de telefonia móvel nos Estados Unidos para criar uma maior operadora de celulares, mais capaz de competir com rivais.

Os conselhos de ambas as companhias votaram nesta quarta-feira e aprovaram a operação. Sob os termos do acordo, a Deutsche Telekom controlará 74 por cento da entidade resultante da fusão, enquanto os 26 por cento restantes serão propriedade da MetroPCS.

A fusão marca uma consolidação há muito aguardada no mercado de telefonia celular norte-americano, na qual a quarta maior operadora de celulares do país, a T-Mobile USA, controlada pela Deutsche Telekom, pretende atingir o tamanho necessário para competir com a AT&T e com a Verizon.

No ano passado, reguladores dos EUA vetaram planos de uma combinação entre a AT&T e a T-Mobile no valor de 39 bilhões de dólares, sob a justificativa de que a operação levaria a maiores preços para o consumidor e prejudicaria a competitividade.

O acordo com a MetroPCS é, na prática, uma fusão reversa, em que a companhia de menor porte, a MetroPCS, que é listada nos Estados Unidos, comprará a T-Mobile USA.

As companhias dizem que o acordo será "estruturado como uma recapitalização", no sentido de que a MetroPCS declarará um desdobramento reverso de ações na proporção de uma para duas e pagará 1,5 bilhão de dólares em espécie para seus acionistas.

Após a transação, a nova companhia continuará listada em Nova York, o que segundo analistas ajudará a Deutsche Telekom a beneficiar-se de mais avaliações na bolsa de valores norte-americana por meio do que é, na prática, um desmembramento da T-Mobile USA.

A operação também ajudará a Deutsche Telekom a aliviar o fardo de investir nos EUA ao aumentar a independência da unidade local, e concederá ao ex-monopólio alemão um ativo líquido que pode ser vendido caso a companhia deseje abandonar o mercado norte-americano.

Reguladores dos EUA ainda precisam aprovar o acordo, e as companhias dizem que ele deve ser concluído no primeiro semestre de 2013.