Analistas reduzem projeções para HP, estimam recuperação lenta

quinta-feira, 4 de outubro de 2012 15:12 BRT
 

4 Out (Reuters) - Diversas corretoras reduziram suas projeções de preço para as ações da Hewlett-Packard, afirmando que a economia fraca continuará a pesar sobre a empresa, que vem sofrendo problemas operacionais e crescimento lento nas operações de computadores e impressoras.

A HP alertou sobre uma queda inesperadamente forte de receita em 2013, na quarta-feira, com estimativa de queda em todas as divisões de negócios exceto a de software.

As ações da empresa atingiram o menor valor em nove anos, na quarta-feira.

Analistas antecipam queda no faturamento e margem de lucro da companhia, o que agrava a incerteza sobre suas recentes decisões estratégicas, cujo foco é transformar a empresa em fornecedora de serviços de computação corporativa, enfrentando rivais como IBM e Dell.

"A suposição da HP de que conseguirá reverter a situação de seus negócios de computação empresarial no prazo de um a dois anos parece agressiva, dada a significativa queda de receita e a deterioração de margens de lucro antecipadas para 2013", disse o analista Keith Bachman, da BMO Capital Markets.

Bachman, que reduziu em 5 dólares sua projeção de preço para as ações da HP, a 18 dólares, é considerado um analista conceituado pela precisão de suas projeções, de acordo com os critérios da Thomson Reuters Starmine.

A presidente-executiva da HP, Meg Whitman, disse que a recuperação da empresa só será visível no ano fiscal de 2014, quando os investimentos começarem a surtir efeito.

A companhia anunciou que a receita de serviços a empresas, que respondeu por mais de 20 por cento do faturamento no ano passado, cairá para entre 11 e 13 por cento no ano fiscal de 2013 porque quatro grandes clientes estão reduzindo seus negócios com a HP.

"Os computadores e impressoras devem ser prejudicados porque os usuários finais trocaram de smartphone e tablet de duas a três vezes por ciclo de troca de computador ou impressora", disse o analista Mark Moskowitz, do JP Morgan.   Continuação...