Painel dos EUA examinará novas queixas contra Huawei e ZTE

quarta-feira, 10 de outubro de 2012 13:38 BRT
 

WASHINGTON, 10 Out (Reuters) - Um relatório do Congresso norte-americano que instou as companhias dos Estados Unidos a deixarem de fazer negócios com as fabricantes chinesas de equipamentos para telecomunicações Huawei e ZTE deflagrou uma nova onda de queixas contra as companhias, o que dará início a uma segunda fase nas investigações do painel.

Um assessor do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados afirmou que o painel havia recebido "dezenas e dezenas" de telefonemas de atuais e antigos funcionários e clientes das duas empresas reportando o funcionamento possivelmente suspeito de equipamentos das duas companhias, especialmente a Huawei.

"Não creio que as companhias devam esperar que nossa atenção se desvie", disse o assessor à Reuters, acrescentando que o painel investigará as novas pistas. Ele não tinha autorização para se pronunciar publicamente sobre o assunto.

Em relatório divulgado na segunda-feira depois de 11 meses de investigação, o comitê alertou a indústria dos EUA de que Pequim poderia usar os equipamentos fabricados pelas duas empresas para espionar certas comunicações e ameaçar sistemas vitais por meio de links computadorizados. Os provedores de redes foram instados a procurar por novos fornecedores.

O relatório também aconselhou o Comitê sobre Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS), uma organização que envolve diversas agências do governo norte-americano e avalia os riscos de segurança de transações com empresas estrangeiras, a bloquear qualquer futura parceria de negócios entre Huawei e ZTE e companhias norte-americanas.

A Huawei, segunda maior fabricante mundial de equipamentos para telecomunicações, e a ZTE, a quinta colocada nesse segmento de produto, rejeitaram as alegações. O Ministério do Comércio chinês declarou que o comitê norte-americano havia feito "acusações infundadas contra a China".

Para agravar os problemas da Huawei, o Canadá deu a entender na terça-feira que a empresa seria excluída do grupo de companhias autorizadas a participar de concorrências para a montagem de uma rede segura de comunicações pelo governo do país, mencionando possíveis riscos de segurança.

(Por Jim Wolf)