Unidade alemã da Telefónica será beneficiada por créditos fiscais

quarta-feira, 17 de outubro de 2012 14:46 BRT
 

Por Edward Taylor e Leila Abboud

FRANKFURT, 17 Out (Reuters) - A unidade alemã da Telefónica não pagará impostos até 2016 por conta de certos créditos fiscais, que potencialmente permitirão que o grupo mantenha generosos dividendos e possa tornar suas ações a serem circuladas mais atraentes para investidores.

O benefício fiscal decorre de perdas tributárias carregadas pela empresa no valor de 11 bilhões de euros (14,43 bilhões de dólares) até o fim de 2011, relacionadas à amortização de licenças móveis e ativos intangíveis, segundo o prospecto do processo de venda de ações da subsidiária alemã.

A unidade, que opera sob a marca O2, também pagará uma reduzida taxa de impostos após 2016 porque, na Alemanha, 60 por cento da renda tributável tem permissão de ser compensada sobre perdas fiscais carregadas por certo período.

Além de um gordo dividendo, as vantagens fiscais são um elemento essencial da consulta junto a potenciais investidores feita pela Telefónica, que está buscando listar até 23,2 por cento do negócio alemão por entre 5,25 euros e 6,50 euros por ação.

A Telefónica está abrindo o capital da unidade para levantar cerca de 1,5 bilhão de euros, a fim de ajudar na redução da sua dívida e proteger o rating de grau de investimento do grupo de telecomunicações.

"Temos significantes perdas tributárias apresentadas e isso claramente significa que, por causa dessas perdas, nós atualmente não pagamos impostos corporativos e isso nos ajuda em termos de fluxo de caixa", disse a vice-presidente financeira da unidade, Rachel Empey, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

"Esperamos o mínimo de taxação na Alemanha", acrescentou.

Um investidor baseado na Alemanha que pretende comprar ações no IPO da unidade disse que os créditos fiscais tinham um valor líquido entre 1,2 bilhão e 1,5 bilhão de euros, o que pode permitir que a companhia continue pagando altos dividendos.

As ações da Telefônica alemã devem começar as negociações em 30 de outubro.

(Reportagem adicional de Arno Schuetze)