UE aumenta espectro de frequências para serviços de telefonia 4G

segunda-feira, 5 de novembro de 2012 13:29 BRST
 

BRUXELAS (Reuters) - A Comissão Europeia deve liberar uma fatia de espectro de rádio que dará às companhias de telefonia móvel e Internet mais capacidade para lançarem serviços sem fio de quarta geração (4G), mais velozes.

O anúncio desta segunda-feira significa que 120 megahertz adicionais de espectro estarão disponíveis para serviços 4G a partir de 2014, como parte do mais recente esforço para acomodar a alta acentuada do uso desse tipo de serviço por aparelhos móveis.

O espectro de rádio, empregado por todas as tecnologias sem fio para enviar e receber informações, está cada vez mais lotado, porque a demanda das telecomunicações móveis se soma às necessidades da TV e rádio no uso de um recurso que também serve aos serviços de emergência e às comunicações militares.

Estimativas setoriais apontam para 26 por cento de crescimento anual no tráfego de dados dos aparelhos móveis, até 2015. De acordo com a Cisco Systems, fabricante de equipamentos para redes, o volume de tráfego de dados móveis na União Europeia deve subir mais de 90 por cento ao ano pelos próximos cinco anos.

As comunicações móveis 4G de altíssima velocidade permitem o uso de serviços que requerem tráfego pesado de dados, como videoconferência.

"Essas frequências adicionais para o 4G na Europa significam que poderemos atender melhor a demanda crescente e mutável por banda larga", disse Neelie Kroes, comissária de Política Digital da União Europeia.

A liberação de frequências adicionais também pode ajudar a União Europeia a enfrentar a concorrência de países como Estados Unidos e Japão, cujos serviços sem fio já estão entre os mais rápidos do mundo.

"A União Europeia terá um volume de espectro até duas vezes maior para banda larga de altíssima velocidade que os EUA", afirmou a comissão em comunicado.

As empresas que controlam frequências de rádio compradas depois da liberalização dos anos de 1990 consideram que esse recurso está entre seus ativos mais valiosos e muitas relutam em compartilhá-lo.

Mas em setembro a Comissão Europeia pressionou as empresas de telecomunicações a compartilharem as frequências usadas para serviços móveis e de banda larga, porque o espaço está se esgotando.