Guru do software antivírus McAfee diz que fugiu de Belize e que não se entregará

terça-feira, 4 de dezembro de 2012 14:18 BRST
 

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - John McAfee, o guru norte-americano do software antivírus, declarou na segunda-feira que deixou Belize, no Caribe, onde a polícia quer interrogá-lo sobre o assassinato de um vizinho, e que não pretende se entregar.

"Não estou em Belize, é tudo que vou dizer", disse McAfee à Reuters, de local não identificado. "Todos os países que fazem fronteira com Belize, por motivos políticos, financeiros e jurídicos, são bem parecidos com Belize, e nosso plano é... chegar a um país seguro."

McAfee está foragido há três semanas, desde que a polícia de Belize anunciou que desejava interrogá-lo por "possível envolvimento" no homicídio do norte-americano Gregory Faull, com quem McAfee se desentendeu.

McAfee, 67, diz acreditar que as autoridades de Belize o matariam se ele se entregasse para interrogatório. O primeiro-ministro de Belize nega a alegação e definiu o norte-americano como paranoico e "maluco".

"Eles mataram muitas pessoas que se entregaram. O último foi um cavalheiro... que se entregou. Estava sendo procurado apenas para interrogatório. Ele foi algemado com as mãos às costas e levou 14 tiros", disse McAfee.

"Disseram que apanhou uma arma e tentou fugir, mas estava cercado por uma dúzia de policiais. Não imagino que tivesse muita chance, e era um homem inteligente. Por isso, não pretendo me entregar", disse.

Os moradores de Ambergris Cave, a ilha caribenha em que McAfee mora, e outras pessoas o descreveram como homem excêntrico e impulsivo que abandonou uma carreira de sucesso como empresário nos Estados Unidos para viver em reclusão parcial em Belize, um pequeno país centro-americano que no passado foi refúgio de piratas.

Ele vem atualizando seu blog, www.whoismcafee.com, durante a fuga, e diz que está em companhia de dois jornalistas da revista Vice e de uma mulher chamada Sam.

McAfee conta no blog que enviou um dublê à fronteira entre Belize e o México para ajudar a enganar as autoridades.   Continuação...