ANÁLISE-Oi busca firmar 3o lugar em TV paga; Telefônica mira IPTV

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012 18:55 BRST
 

Por Sérgio Spagnuolo

RIO DE JANEIRO, 5 Dez (Reuters) - Com um avanço anual na ordem de 30 por cento a partir de 2010, os serviços de TV por assinatura no Brasil têm gerado otimismo entre especialistas, empresas e reguladores, que prevêem forte crescimento por mais alguns anos, ajudado pela queda nos preços e pela renda maior da população brasileira.

Embora o cenário favorável não prometa grandes mudanças na liderança desse mercado, as empresas do grupo mexicano América Móvil --Net e Embratel, que juntas detém pouco mais da metade das assinaturas-- e a Sky, a segunda colocada, já enfrentam séria concorrência de outros grupos.

Na ponta da briga por participação está a Oi, que em outubro assumiu a terceira colocação em número de acessos, com 651,4 mil assinaturas, crescimento mensal de 8 por cento, ultrapassando a Telefônica Brasil.

"A Oi reestruturou o produto e a agressividade comercial no começo do ano... (a operadora) tem um pacote bastante integrado, para mais do que compensar a queda em telefonia fixa", afirmou Luis Azevedo, analista da Bradesco Corretora.

A TV paga é um dos produtos essenciais para a reviravolta operacional da Oi, anunciada em abril deste ano.

"A Oi está vendo com a Portugal Telecom o sucesso (da TV paga) na Europa", disse Ana Rayes, analista da Lopes Filho consultoria, explicando que a operadora portuguesa, acionista da Oi, tem conseguido capitalizar bem sua plataforma de TV Meo.

"Falar em liderança da Oi é muito ambicioso, mas a empresa deve capturar fatia de mercado porque saiu de base muito baixa", disse Azevedo, acrescentando que a tendência é de a empresa se expandir mais em transmissão via satélite (DTH).

A operadora está por lançar seus serviços de TV por protocolo de Internet, a chamada IPTV, que permite maior interação dos usuários e também maior qualidade, e pode impulsionar mais suas vendas de pacotes combinados com telefonia fixa e banda larga, especialmente para alta renda.   Continuação...