John McAfee consegue na Justiça continuar na Guatemala

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 14:29 BRST
 

CIDADE DA GUATEMALA, 10 Dez (Reuters) - O pioneiro do software John McAfee, que pode ser deportado da Guatemala a Belize para responder ao interrogatório sobre a morte de um vizinho, conseguiu ganhar tempo por meio de recursos judiciais, anunciou o governo guatemalteco.

Os advogados de McAfee recorreram a um tribunal guatemalteco para ele permanecer no país até que um recurso contra o pedido de deportação para Belize seja julgado, o que pode demorar meses.

"O governo da Guatemala respeita os tribunais e temos de esperar que tomem a decisão", disse o porta-voz do governo guatemalteco, Francisco Cuevas.

O governo inicialmente havia anunciado que o deportaria de imediato, depois de rejeitar o pedido de asilo de McAfee, na quinta-feira.

A Guatemala na quarta-feira deteve o norte-americano que fez fortuna com software no Vale do Silício por ter ingressado ilegalmente no país com a namorada de 20 anos.

As autoridades de Belize querem interrogar McAfee por "possível envolvimento" no assassinato do norte-americano Gregory Faull, vizinho dele em Ambergris Cave, uma ilha no Caribe.

O tribunal tem até 30 dias para decidir quanto à petição, mas os advogados de McAfee preveem uma decisão favorável ao norte-americano já nesta segunda-feira.

"Estamos apresentando recursos ao tribunal para que permitam que eu fique no país por tempo suficiente para que o mundo perceba a injustiça de me enviar de volta a Belize", disse McAfee em uma entrevista coletiva online na noite de domingo.

McAfee estava foragido da polícia de Belize há quase um mês, alegando ter medo de que o matem e que está sendo perseguido por protestar contra o partido governante do país. O primeiro-ministro de Belize rejeitou as alegações, chamando o norte-americano de paranoico e maluco.

O advogado de McAfee, Telesforo Guerra, disse que, se a petição ao tribunal for bem-sucedida, o norte-americano poderia ficar no país até que os processos em que está envolvido tenham uma conclusão.

(Por Lomi Kriel e Mike McDonald)