Surge compromisso em negociação mundial sobre controle da Internet

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 11:11 BRST
 

Por Matt Smith e Joseph Menn

DUBAI, 12 Dez (Reuters) - Esperanças surgiram na terça-feira por um compromisso que impediria que regulamentação governamental intrusiva da Internet fosse incorporada a um tratado mundial.

Com a conferência de 12 dias da União Internacional de Telecomunicações (UIT) chegando ao fim, na sexta-feira, o presidente do encontro, que está sendo realizado em Dubai, distribuiu um anteprojeto que desconsidera propostas da Rússia, China e outros países que vinham procurando o direito de saber de onde vem todo o tráfego da Internet.

"Os Estados Unidos acreditam que isso seja a base para qualquer progresso adicional rumo a obter acordo na conferência", disse Terry Kramer, o embaixador norte-americano, que comandou a oposição ocidental às propostas anteriores.

O novo anteprojeto foi recebido de maneira positiva por ampla gama de delegados na conferência e surgiu como surpresa para muitos que se sentiam frustrados quanto ao impasse que vinha causando demora nas negociações desde o final de semana.

Hamaoun Touré, secretário geral da UIT, disse à Reuters que havia organizado reuniões e que os delegados pareciam ansiosos por resolver suas diferenças.

A maioria dos mais de 150 países representados na conferência parecia disposta a estender oficialmente o papel da UIT, uma agência da ONU, sobre a Internet, enquanto os norte-americanos, a maioria dos europeus e alguns outros países desenvolvidos queriam limitar os poderes da UIT à fiscalização da telefonia internacional e outros meios de comunicação.

Algumas poucas questões quanto à governança da Internet continuam a constar do documento principal e serão debatidas na quarta-feira, de acordo com Markus Kummer, vice-presidente da Internet Society, uma das diversas organizações não governamentais envolvidas na supervisão da Internet hoje, e que havia expressado preocupação na conferência de Dubai.

Entre elas está uma cláusula que atribuiria aos países o direito de administrar "nomes, números, endereços e recursos de identificação de telecomunicações internacionais, em seus territórios".