Crise fiscal deve prejudicar resultados de tecnologia nos EUA

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 15:14 BRST
 

Por Jim Finkle

BOSTON, 7 Jan (Reuters) - As principais companhias de tecnologia dos Estados Unidos podem ficar aquém das estimativas para os resultados do quarto trimestre, quando as preocupações sobre o chamado "abismo fiscal" levaram alguns clientes corporativos a apertarem seus cintos no mês passado e conterem os gastos de todos os seus orçamentos de 2012 para TI.

As companhias de tecnologia geralmente gozam de uma alta nos pedidos em dezembro, um momento no qual empresas utilizam sobras de recursos em seus orçamentos para compra de bens que desejam --produtos de tecnologia da informação que são interessantes e úteis, mas não essenciais.

Mas a sobra de orçamento de fim de ano foi limitada em 2012, de acordo com analistas e outros especialistas, citando conversas com compradores de tecnologia e fontes de vendas.

Eles dizem que as companhias contiveram as compras de TI em dezembro, em parte por causa das tumultuadas negociações em Washington para evitar o abismo fiscal, um pacote de aumento de impostos e corte de custos de validação automática que poderia ter levado a já frágil economia dos EUA para uma recessão.

Deputados republicanos dos EUA, liderados por John Boehner, decidiram apenas em 1o de janeiro sobre um acordo para evitar esse pacote, assinado como lei pelo presidente Barack Obama no dia seguinte.

"Executivos de tecnologia e executivos financeiros não estavam liberando investimentos", disse Andrew Bartels, analista da Forrester Research, que atua como consultora de compradores corporativos de tecnologia.

"Se Boehner e Obama tivessem sido capazes de fechar um acordo por volta de 15 de dezembro, teríamos investimentos de fim do trimestre", acrescentou.

Analistas dizem esperar que os gastos com tecnologia permaneçam fracos pelo menos durante o primeiro trimestre no país, quando as empresas esperam para ver se o Congresso dos EUA pode resolver outro impasse fiscal, desta vez sobre o teto da dívida e cortes de gastos federais.   Continuação...