EUA alertam que Java oferece riscos mesmo após atualização

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 11:23 BRST
 

15 Jan (Reuters) - O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos alertou que a atualização de segurança do Java para navegadores de Internet não é o bastante para proteger os computadores e manteve a orientação de desabilitar o programa da Oracle.

"A menos que seja absolutamente necessário operar o Java em navegadores, desabilitem-no", afirmou o Departamento de Segurança Interna no próprio site.

A produtora de software disponibilizou uma atualização para o Java no domingo, dias depois que o governo fez o primeiro alerta sobre o software, afirmando que defeitos no programa estavam abrindo brechas para roubo de identidade e outros crimes.

Especialistas em segurança alertaram que os computadores que operam com Java nos navegadores podem ser alvos de criminosos que roubam números de cartões de crédito e cometem outros tipos de crime de computação.

A plataforma de software Java, criada na metade dos anos 90, permite que desenvolvedores escrevam códigos de software que funcionam tanto em computadores com o Microsoft Windows quanto nos Macs da Apple e nas máquinas que rodam o Linux.

Embora alguns especialistas venham alertando há muito tempo que o software tem bugs, o Java começou a receber mais críticas no ano passado depois de problemas de segurança surgidos em agosto.

"Não é como se o Java tivesse ficado inseguro de repente. É inseguro há anos", disse Charlie Miller, engenheiro de computação do Twitter ex-consultor de segurança de grandes empresas e ex-analista do Departamento de Segurança Interna.

O Java foi responsável por 50 por cento dos ataques cibernéticos em que hackers invadiram computadores explorando vulnerabilidades no software, em 2012, de acordo com a Kaspersky Lab.

O interesse público no tema cresceu rapidamente na semana passada quando o Departamento de Segurança Interna aconselhou o público a deixar de usar o Java e os consumidores começaram a buscar informações sobre como seguir o conselho.

(Por Jim Finkle)