Huawei nega trabalho em área de pesquisador dos EUA morto em Cingapura

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 15:03 BRT
 

Por Jeremy Wagstaff

CINGAPURA, 18 Fev (Reuters) - A companhia de telecomunicações chinesa Huawei disse nesta segunda-feira que não conduziu trabalhos com um instituto em Cingapura relacionados a projetos no campo de especialização de um engenheiro norte-americano que morreu misteriosamente no ano passado, depois de se demitir do instituto.

O jornal britânico Financial Times afirmou no sábado que Shane Todd estava trabalhando "em projeto aparentemente conjunto" entre o Institute of Microelectronics (IME), de Cingapura, e a Huawei, pouco antes de sua morte, em junho.

Os pais dele disseram que foi assassinado devido ao seu envolvimento no projeto, que segundo eles envolve a exportação de tecnologia militar sigilosa à China.

O IME se recusou a comentar o assunto imediatamente.

A polícia de Cingapura afirmou que ainda está investigando a morte de Todd, 31, e que apresentaria as provas obtidas ao magistrado encarregado do inquérito. Patologistas de Cingapura concluíram, em uma autópsia realizada em junho, que ele morreu por enforcamento em seu apartamento em Cingapura.

"O IME procurou a Huawei em certa ocasião para que cooperássemos com eles no ramo de GaN, mas decidimos não aceitar, e consequentemente não temos qualquer cooperação com o IME relacionada a GaN", a Huawei afirmou em comunicado.

A especialidade de Todd era o nitreto de gálio (GaN), um material semicondutor avançado que tem propósitos tanto comerciais quanto militares, usado em produtos como as mídias de blu-ray e radares militares.

A Huawei afirmou que o desenvolvimento da tecnologia GaN era um campo de trabalho comum no setor de telecomunicações.   Continuação...