Briga entre JVCO e controlador da TIM continuará na Justiça

quinta-feira, 7 de março de 2013 16:42 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 7 Mar (Reuters) - A JVCO, acionista minoritária da TIM Participações, disse nesta quinta-feira ter conseguido na Justiça do Rio de Janeiro continuar seu processo contra a controladora da operadora móvel, a Telecom Italia.

A determinação foi deferida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na terça-feira e reverte decisão anterior de uma vara empresarial da Justiça carioca que favorecia a controladora, diz comunicado da JVCO. O processo está arquivado na 16a Camara Civel do tribunal.

Procurada, a TIM disse que não vai se manifestar.

A JVCO, parte da Doca Investimentos, do empresário Nelson Tanure, informou em outubro passado ter aberto processo contra o grupo italiano de telecomunicações, pedindo indenização por "abuso de poder" praticado pela controladora e que teria causado prejuízos à TIM.

A segunda maior operadora de telefonia móvel do Brasil havia informado, também em outubro, apenas alguns dias após a notificação da JVCO sobre abertura do processo, que obtivera vitória contra o acionista minoritário, também na Justiça carioca.

A TIM chegou a anunciar, em dezembro, o fim do acordo de acionistas com a JVCO, considerando que a empresa passou a deter menos de 1,5 por cento da operadora, o que permitiria a medida.

A acionista minoritária alega que o valor de mercado da TIM caiu de 27 bilhões para 21 bilhões de reais após a saída de Luca Luciani da presidência da empresa, em maio do ano passado, e informou em dezembro que abriria um procedimento arbitral contra a Telecom Italia exigindo as obrigações previstas no acordo de acionistas.

Luciani saiu da operadora brasileira no ano passado em meio a investigações de autoridades italianas envolvendo chips de telefonia móvel irregulares. No começo de fevereiro, a TIM elegeu Rodrigo Abreu, ex-executivo da Cisco, como novo presidente. Ele assumiu o cargo nesta semana.

A JVCO era a antiga controladora indireta da Intelig, comprada pela TIM em 2009. O pagamento foi feito com ações da TIM, na época o equivalente a cerca de 6 por cento do capital da companhia.

(Por Sérgio Spagnuolo)