Sharp descumpre prazo para er investimento da Qualcomm

segunda-feira, 18 de março de 2013 09:57 BRT
 

TÓQUIO, 18 Mar (Reuters) - A Sharp anunciou que não cumprirá o prazo de 29 de março para receber a segunda metade de um investimento de 120 milhões de dólares da Qualcomm, por não ter conseguido completar um plano para iniciar a fabricação de telas economizadoras de energia que as duas companhias estão desenvolvendo juntas.

A Qualcomm, que fez metade do investimento de 120 milhões de dólares em dezembro, estipulou condições para o desembolso do dinheiro restante, como concluir as especificações das telas para smartphones e tablets.

A Qualcomm, fabricante de chips sediada em San Diego, também estipulou que a Sharp deveria realizar lucro operacional na segunda metade de seu ano fiscal e contar com pelo menos 100 bilhões de ienes (1,05 bilhão de dólares) em ativos líquidos.

"As metas financeiras não são a causa do atraso", disse Miyuki Nakayama, porta-voz da Sharp. Sharp e Qualcomm definiram 30 de junho como nova data para que a companhia japonesa cumpra as condições para o segundo pagamento, ela acrescentou.

As duas empresas anunciaram em dezembro que a Qualcomm, por meio de sua subsidiária Pixtronix, trabalharia com a Sharp para desenvolver novas telas economizadoras de energia, com base na tecnologia IGZO da companhia japonesa.

A incapacidade de cumprir o segundo prazo reforçará a pressão sobre a Sharp, que enfrenta problemas de caixa e busca recursos para bancar o pagamento de uma emissão de debêntures conversíveis de 2,1 bilhões de dólares que vence em setembro.

A maior fabricante japonesa de painéis LCD também fracassou na renegociação de um acordo com a Hon Hai, de Taiwan, que adquiriria 9,9 por cento de suas ações.

O prazo para o trato era 26 de março, e ele deve se esgotar sem que as companhias cheguem a um acordo.

A Samsung Electronics neste mês fechou acordo para investir 110 milhões de dólares na Sharp, que fornece telas para o iPhone 5 e iPad, da Apple, em troca de uma participação acionária de três por cento e de uma promessa da Sharp de que elevaria o volume de painéis fornecidos para a companhia sul-coreana.

(Por Tim Kelly e Dominic Lau)