"Dia da Mentira" vira mais uma ferramenta de marketing

segunda-feira, 1 de abril de 2013 18:53 BRT
 

Por Alastair Macdonald

LONDRES, 1 Abr (Reuters) - O Dia da Mentira morreu. Ou melhor, deixou de ser uma brincadeira inocente entre pessoas comuns para se tornar um colosso corporativo controlado por executivos de marketing.

Empresas do mundo todo --incluindo Google, BMW e Sony-- adotaram a tradição de pregar peças nos incautos no 1º de abril, como forma de mostrarem seus lados mais descontraídos e conseguirem alguma publicidade gratuita.

O Google, que já faz isso há uma década, brincou com sua própria onipresença: lançou um arquivo de aromas, fingiu que iria desativar o YouTube, transformou o Google Maps em um velho pergaminho, com jeito de caça ao tesouro, e apresentou o Gmail Blue, nova versão do seu serviço de emails que tem como grande novidade... ser azul.

No Japão, a empresa de telecomunicações KDDI lançou um celular que é na verdade uma cama -- para poupar o usuário de ter de se levantar. E a Sony soltou os cachorros, literalmente, ao apresentar uma TV que só exibe imagens em cores que agradam aos cães, e com um controle remoto adaptado ao uso por patas.

No Twitter --ou melhor, "Twttr"--, um blog disse que os usuários que desejarem usar vogais precisarão pagar 5 dólares por mês.

A Procter and Gamble lançou uma versão do seu enxaguatório bucal Scope no sabor "bacon".

A montadora alemã BMW ofereceu aos leitores da Grã-Bretanha --onde há grande agitação com a iminente chegada de um novo bebê real-- o veículo chamado Pram (sigla em inglês para "automóvel real pós-natal"). O anúncio tinha um carrinho de bebê em estilo esportivo, e um cão da raça corgis (favorito da realeza) em frente ao palácio de Windsor.

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