Ações de PCs despencam após tombo nas vendas do 1o tri

quinta-feira, 11 de abril de 2013 14:37 BRT
 

NOVA YORK/SEATTLE, 11 Abr (Reuters) - As ações de companhias de tecnologia tinham forte queda nesta quinta-feira depois que uma importante empresa de pesquisa do setor informou na véspera que as vendas de computadores pessoais no mundo despencaram 14 por cento no primeiro trimestre, num desempenho pior do que o esperado.

As ações da Hewlett-Packard tinham perda de 6,8 por cento no início da tarde, enquanto a Intel recuava 2,65 por cento e a Microsoft tombava 5 por cento.

Segundo a empresa de pesquisa International Data Corp (IDC), as vendas de PCs nos três primeiros meses de 2012 registraram a maior queda para o período desde o início das medições, em 1994. O recuo sobre o mesmo período de 2012 representa um importante marco no aparente declínio da era dos computadores pessoais, que enfrentam cada vez mais concorrência com dispositivos como tablets e celulares inteligentes.

As vendas mundiais de PCs somaram 76,3 milhões de unidades no primeiro trimestre, num desempenho que ficou abaixo das expectativas da IDC de queda de 7,7 por cento no período. O recuo representou a quarta queda trimestral anual consecutiva.

Segundo a empresa rival de pesquisa Gartner, as vendas do primeiro trimestre ficaram no menor nível desde meados de 2009. Segundo a empresa, o declínio foi de 11 por cento para o período.

Tanto IDC quanto Gartner afirmaram que a queda nas vendas ocorreu diante de demanda cada vez mais fraca por netbooks, que foram ultrapassados pelos tablets na preferência dos usuários, e por gastos maiores dos consumidores em smartphones.

"Os consumidores estão migrando o consumo de conteúdo de PCs para outros dispositivos conectados, como tablets e smartphones", afirmou Mikako Kitagawa, analista da Gartner. "Mesmo os mercados emergentes, onde a penetração de PCs é baixa, não devem ser uma área de forte crescimento para os fabricantes de computadores pessoais."

Segundo a IDC, o novo sistema operacional Windows 8, da Microsoft, conteve potenciais compradores de PCs que consideram que não poderiam bancar computadores com telas sensíveis a toques, recurso que seria necessário para aproveitar todo o potencial da plataforma. A avaliação ocorreu apesar de o sistema poder ser executado em máquinas comuns, sem recursos de comandos por toques da mão do usuário na tela.

"As pessoas acham que precisam ter o recurso do toque e quando olham para os preços das máquinas compatíveis acabam preferindo esperar", disse Bob O'Donnell, analistas da IDC.   Continuação...