ESPECIAL-Fabricantes de smartphones preparam ofensiva 4G no Brasil

segunda-feira, 15 de abril de 2013 18:26 BRT
 

Por Sérgio Spagnuolo

RIO DE JANEIRO, 15 Abr (Reuters) - O serviço de telefonia móvel de quarta geração deve demorar para decolar no Brasil, mas as fabricantes smartphones se preparam para lançar mais opções de aparelhos com as altas velocidades de conexão à Internet oferecidas pelo 4G.

Companhias como BlackBerry, LG, Samsung, e Sony Mobile lançarão novos modelos nos próximos meses, buscando adiantar-se às tendências de consumo de aparelhos que virão quando as redes 4G crescerem.

As operadoras tem enfrentado um cronograma apertado de implementação do 4G, dificuldades de obter licenças para instalar equipamentos e a alta frequência de 2,5 gigahertz (GHz), que exige mais antenas do que frequências como a de 700 MHz, utilizada no país pela TV aberta analógica. Além disso, há uma baixa diversidade de smartphones compatíveis com o 4G na frequência de 2,5 GHz que já podem ser comercializados no país.

Apenas 11 modelos estão homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), segundo dados da autarquia até meados de abril, ante mais de 370 modelos de terceira geração (3G) de alto desempenho. Mundialmente, há 260 aparelhos no padrão LTE --o mais amplamente utilizado para o 4G-- já disponíveis.

"Ainda é recente o 4G, então não é esperada uma avalanche de modelos de smartphones... mas durante o ano vamos ter mais lançamentos, e nesse momento vão ser dispositivos mais sofisticados", disse Bruno Freitas, analista da IDC.

A empresa de pesquisas prevê que neste ano devem ser vendidos no Brasil cerca de 600 mil smartphones habilitados para conexão 4G, volume quase quatro vezes maior do que em 2012, embora devam representar apenas 2 por cento dos cerca de 28 milhões de smartphones estimados para 2013.

Governo e operadoras têm insistido que o 4G estará operacional e segundo as exigências para as Copas das Confederações, em junho, e da Copa do Mundo, em 2014, mas a Fifa tem criticado a implementação dos serviços.

De qualquer forma, num primeiro momento de menor demanda, os aparelhos atualmente homologados, que em sua maior parte devem começar a ser vendidos a partir de maio, devem ser suficientes para abastecer o mercado, dizem especialistas.   Continuação...