Microsoft desafia Amazon com corte de preços de serviços "em nuvem"

terça-feira, 16 de abril de 2013 14:59 BRT
 

SEATTLE, Estados Unidos, 16 Abr (Reuters) - A Microsoft está cortando os preços para o armazenamento e processamento de dados online, em um agressivo desafio à liderança da Amazon.com no crescente negócio de computação "em nuvem".

A maior empresa de softwares do mundo afirmou nesta terça-feira que vai equiparar seus preços aos da Amazon para alguns dos serviços de dados online mais comuns que oferece, o que significaria um corte de preços de 21 a 33 por cento.

É o movimento mais agressivo no setor já feito pela Microsoft, que espera que seu negócio Windows Azure possa ganhar clientes do Amazon Web Services (AWS), pioneiro no arrendamento de recursos tecnológicos, como processamento e armazenamento, conhecidos como computação em nuvem.

"Se havia dúvidas de que o Windows Azure era mais caro, estamos colocando essas preocupações para trás hoje", disse Steven Martin, um executivo do negócio Azure da Microsoft.

O Windows Azure, parte da unidade de Ferramentas e Servidores da Microsoft, de rápido crescimento, quer substituir a Amazon como referência da infraestrutura de nuvem de muitas companhias, por exemplo, ao armazenar e administrar dados para aplicativos online das empresas, utilizando vastos centros de dados em locais remotos.

Este é um negócio em crescimento para a Microsoft, que conta com mais de 200 mil clientes do Windows Azure, mas a empresa não divulga sua receita.

O AWS gerou cerca de 1,8 bilhão de dólares em receita no ano passado e pode chegar a 20 bilhões de dólares até o final desta década, conforme grandes empresas usam mais os serviços de nuvem, avaliaram analistas da Bernstein Research na semana passada, em relatório.

(Reportagem de Bill Rigby, em Seattle, e Alistair Barr, em São Francisco)