Verizon avalia oferta de US$100 bi por fatia da Vodafone na Wireless--fontes

quinta-feira, 25 de abril de 2013 11:34 BRT
 

Por Soyoung Kim e Kate Holton

NOVA YORK/LONDRES, 25 Abr (Reuters) - A Verizon Communications contratou consultorias e bancos para preparar uma possível oferta de 100 bilhões de dólares para comprar o controle total da Verizon Wireless de sua parceira Vodafone, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.

As duas fontes disseram que a Verizon está considerando uma oferta de 50 por cento em dinheiro e 50 por cento em ações pela fatia de 45 por cento que ainda não detém na empresa, um ativo que já cobiçava, mas que precisará convencer a Vodafone a vender.

A Verizon ainda não apresentou uma proposta à Vodafone, mas contratou dois bancos e consultores jurídicos para uma possível oferta, disseram as fontes.

Investidores da Vodafone e analistas afirmaram que o valor de 100 bilhões de dólares é muito baixo e poderia ser um lance inicial para levar a empresa britânica às negociações.

"Eu ficaria satisfeito com 135 bilhões de dólares, mas não há chances de que seja 100 bilhões", disse um dos 40 principais investidores da Vodafone, sob condição de anonimato. "A informação que tive de uma pessoa próxima da companhia é de que eles estão querendo entre 125 bilhões e 130 bilhões de dólares."

A Verizon, que não manteve segredo sobre o interesse em comprar sua parceira britânica da maior operadora de celulares dos Estados Unidos, aumentou a pressão nos últimos meses, dizendo publicamente que acreditava poder comprar o ativo de uma forma fiscalmente eficiente.

As duas fontes, que falaram à Reuters no final de quarta-feira, disseram que qualquer negócio seria estruturado de forma que um eventual custo fiscal seja menor que 5 bilhões de dólares.

As duas fontes afirmaram ainda que a Verizon está agora pronta para pressionar pela negociação mais agressivamente. A empresa espera iniciar as discussões com a Vodafone em breve para estabelecer um acordo amigável, mas está preparada para fazer uma oferta pública caso a empresa britânica não aceite, acrescentou uma das fontes.