30 de Abril de 2013 / às 11:23 / 4 anos atrás

Oi tem lucro líquido de R$262 mi no 1o tri

RIO DE JANEIRO, 30 Abr (Reuters) - A Oi divulgou resultados operacionais sólidos no primeiro trimestre, com avanço na receita e na geração de caixa operacional, ajudados por um forte desempenho em telefonia móvel e em serviços fixos residenciais, mas o nível de endividamento superou levemente o patamar máximo estipulado para autorização de pagamento de dividendos.

A operadora de telecomunicações enfrentou o receio de investidores nesse começo do ano sobre sua capacidade de cumprir metas estabelecidas para os próximos anos, após a saída de Francisco Valim do comando, em janeiro.

Uma delas diz respeito à política de remuneração de acionistas, no total de 8 bilhões de reais até 2015, que só seria implementada mediante um nível de endividamento máximo de 3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

No primeiro trimestre, contudo, a dívida líquida do grupo disparou 63,3 por cento, para 27,5 bilhões de reais, levando esse índice de alavancagem para 3,05 vezes.

"Esse aumento (na dívida líquida), já esperado pela companhia, se deve principalmente a desembolsos com capex, dividendos, além dos juros da dívida no período", disse a empresa em seu relatório de resultados.

Apesar de extrapolar o limite máximo de alavancagem para pagamento de dividendos, a Oi disse estar "comprometida" na manutenção da atual política de remuneração a acionistas, já que espera que a venda de ativos não-estratégicos nos próximos trimestres leve a alavancagem de volta para um nível abaixo de 3 vezes "no curto prazo", segundo o relatório.

A companhia encerrou o trimestre com um saldo de caixa de 6,058 bilhões de reais ante 16,012 bilhões de reais ao final dos três primeiros meses do ano passado.

No âmbito operacional, o segmento móvel impulsionou os negócios, puxado principalmente por seu foco em celulares pós-pagos, que ajudaram a compensar uma queda de 3,8 por cento na receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês), um indicador de rentabilidade, que encerrou o trimestre a 20,5 reais, afetado por uma redução na receita com interconexão da rede móvel.

O segmento pós-pago disparou 19,6 por cento no primeiro trimestre na comparação anual, para 6,66 milhões de linhas, ajudando a receita líquida móvel a crescer 10 por cento no período, para 2,3 bilhões de reais.

Com isso, a receita líquida total de janeiro a março subiu 3,5 por cento, para 7 bilhões de reais, auxiliada também por um avanço de 5,2 por cento na receita do segmento residencial, cujo Arpu cresceu 9 por cento no trimestre.

A geração de caixa operacional, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), avançou 6,6 por cento, para 2,15 bilhões de reais. A margem no período passou de 29,7 para 30,5 por cento.

Os investimentos da Oi totalizaram 1,7 bilhão de reais de janeiro a março, alta de 55 por cento ano a ano, principalmente por conta da expansão das redes 3G e 4G e para aumento da capacidade e alcance da rede fixa.

O lucro líquido da Oi totalizou 262 milhões de reais no primeiro trimestre, ante 444 milhões apurados um ano antes. Segundo a empresa, por conta da reestruturação societária aprovada em fevereiro de 2012, esses números não têm uma base de comparação precisa, considerando que referem-se a um mês de resultados da nova holding Oi S.A. e A dois meses da antiga Brasil Telecom.

Por Sérgio Spagnuolo

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