Telefónica vende fatia de 40% em ativos na América Central

terça-feira, 30 de abril de 2013 11:30 BRT
 

Por Tracy Rucinski

MADRI, 30 Abr (Reuters) - A operadora espanhola Telefónica está vendendo 40 por cento de seus negócios na América Central para a Corporación Multi Inversiones (CMI), baseada na Guatemala, por 500 milhões de dólares, em um esforço para reduzir sua dívida ao mesmo tempo em que mantém o controle de ativos com potencial de crescimento.

O maior provedor de telecomunicações da Europa, que está combatendo um mercado doméstico em recessão e um pesado endividamento, vendeu uma série de ativos no ano passado para tentar reduzir a dívida líquida abaixo dos 47 bilhões de euros (62 bilhões de dólares) neste ano, ante 51,3 bilhões de euros em 2012.

A venda para a CMI, proprietária da rede de frango frito da Guatemala Pollo Campero, traz capital e uma nova parceria no negócio no qual a Telefónica continuará administrando com controle majoritário.

Para o negócio, a Telefónica vai desmembrar os ativos da Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Panamá em um novo grupo.

Analistas têm indicado há muito tempo a Irlanda, a República Tcheca e a América Central como ativos não-essenciais que a Telefónica pode vender.

"A transação permite à Telefónica cristalizar algum valor e continuar reduzindo sua alavancagem ... e ilustra a variedade de opções que tem para perseguir este objetivo", afirmou o Espirito Santo Investment Bank em nota a clientes.

A Telefónica suspendeu os planos para abrir o capital de seus negócios latino-americano mais amplos, mas ainda está considerando a venda de ativos menores como parte de sua redução de dívidas.

(Reportagem adicional de Clare Kane e Paul Day, em Madri, Brad Haynes, em São Paulo, e Paul Sandle, em Londres)

 
Homem caminha na frente de prédio da Telefónica no centro de Madri, Espanha, 26 de março de 2013. A operadora espanhola Telefónica está vendendo 40 por cento de seus negócios na América Central para a Corporación Multi Inversiones (CMI), baseada na Guatemala, por 500 milhões de dólares, em um esforço para reduzir sua dívida ao mesmo tempo em que mantém o controle de ativos com potencial de crescimento. 26/03/2013 REUTERS/Juan Medina