Ericsson prevê dura competição entre fabricantes por rede 4G na China

sexta-feira, 3 de maio de 2013 12:26 BRT
 

ESTOCOLMO, 3 Mai (Reuters) - A Ericsson espera uma concorrência predatória entre os fabricantes de equipamentos de telecomunicações, com a China se preparando para gastar bilhões de dólares em redes de alta velocidade, prejudicando as margens num momento já marcado por lucratividade sob pressão.

A batalha de preços de uma década, lançada pelos fornecedores chineses Huawei e ZTE, já forçou a saída de fornecedores como Nortel e Motorola do mercado, enquanto os participantes menores como Alcatel-Lucent estão afundados em prejuízos.

Fabricantes de equipamentos que esperam que a implantação de redes de 4G -também conhecida como LTE- na China neste ano aliviem os problemas da indústria ficarão decepcionados.

Projetos de implantação de redes em um país tendem a ter maior proporção de hardware do que de software, e são menos rentáveis ��do que os projetos para melhorar as redes já existentes, nas quais acontece o contrário.

"É um novo projeto de cobertura para implantar LTE e, claro, nós sabemos ... projetos de cobertura têm menor rentabilidade", afirmou o chefe da unidade de redes da Ericsson, Johan Wibergh, à Reuters, no início desta semana.

As três operadoras móveis da China -China Mobile, China Unicom e China Telecom- planejam gastar juntas 345 bilhões de iuanes (56 bilhões de dólares) este ano em upgrade de rede e do 4G.

A China Mobile planeja investir 41,7 bilhões de iuanes (6,75 bilhões de dólares) este ano em 200 mil estações de base de 4G, a fim de prestar serviços para os seus 710 milhões de clientes - mais que o dobro do que há de pessoas nos EUA.

Wibergh disse que tais projetos emblemáticos iriam atrair concorrência feroz dos fornecedores, inclusive a gigante chinesa local Huawei -segunda maior fornecedora do mundo depois da Ericsson- e a ZTE.

(Reportagem de Simon Johnson)