Cientista Stephen Hawking boicota conferência israelense

quarta-feira, 8 de maio de 2013 10:04 BRT
 

JERUSALÉM, 8 Mai (Reuters) - O cientista britânico Stephen Hawking não vai participar de uma conferência israelense, unindo-se a um boicote acadêmico sobre Israel para protestar contra a ocupação de terras palestinas, disse a Universidade de Cambridge na quarta-feira.

Hawking, que ganhou reconhecimento internacional por seu trabalho sobre buracos negros, deveria falar em uma conferência de prestígio em junho, organizado pelo presidente de Israel, Shimon Peres, que atrai centenas de personalidades importantes mundiais.

O nome do cientista, no entanto, foi silenciosamente retirado da lista de participantes no início desta semana, dando um grande impulso aos partidários de grupos pró-palestinos.

"Esta é a sua decisão independente de respeitar o boicote, com base em seu conhecimento da Palestina, e com base no parecer unânime de seus próprios contatos acadêmicos lá", disse a Comissão Britânica para as Universidades da Palestina, em seu website.

A Universidade de Cambridge, onde Hawking trabalha, confirmou que a declaração havia sido aprovado pelo professor. Hawking, que é portador de uma doença degenerativa rara que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais, não emitiu declaração em seu próprio nome.

Os organizadores da conferência criticaram a decisão de Hawking.

"O boicote acadêmico contra Israel é, em nossa opinião, ultrajante e impróprio, certamente para alguém para quem o espírito de liberdade está na base de sua missão humana e acadêmica", disse o presidente da conferência, Israel Maimon em um comunicado.

(Reportagem adicional de Estelle Shirbon em Londres)

 
Físico britânico Stephen Hawking senta-se a sua mesa no Departamento de Matemática Aplicada da Universidade de Cambridge, em agosto de 2012. Hawking não vai participar de uma conferência israelense, unindo-se a um boicote acadêmico sobre Israel para protestar contra a ocupação de terras palestinas. 30/08/2012 REUTERS/Guillermo Granja /Divulgação