9 de Maio de 2013 / às 13:27 / 4 anos atrás

Tentativa de recuperação da Sony dependerá de smartphones

Por Tim Kelly

TÓQUIO, 9 Mai (Reuters) - A tentativa de ressuscitar a Sony como fabricante de produtos eletrônicos no fiscal dependerá do destino de seus mais recentes smartphones, enquanto enfrenta dificuldades com a diminuição das vendas de suas TVs, câmeras digitais e consoles de videogame.

Com os gastos dos consumidores convergindo para iPads, da Apple, e celulares Galaxy, da Samsung, a Sony previu na quinta-feira que as vendas de smartphones vão subir mais de 25 por cento, para 42 milhões de dólares, no ano que se encerra em março de 2014. A empresa previu que as vendas de suas câmeras digitais e consoles de Playstation iriam contrair a taxas de dois dígitos.

Sua tela de cinco polegadas do smartphone Xperia Z superou as expectativas de vendas da empresa desde o seu lançamento em janeiro, mas enfrenta uma difícil batalha contra rivais chineses e a Samsung e a Apple.

“(Os 42 milhões) não parecem muito. Seus smartphones são de alta especificação e os custos de produção devem ser elevados, então a empresa tem que vender muito para ser rentável no negócio”, disse o administrador-chefe de fundos, Mitsushige Akino, na Ichiyoshi Asset Management.

Estimulada pelo iene mais fraco que inflou o valor das vendas denominadas em euros, e pela esperada eliminação de perdas em sua unidade de TV, a Sony está apostando no novo smartphone para ajudar a garantir um lucro operacional de 230 bilhões de ienes (2,33 bilhões de dólares) neste ano fiscal. Este valor se compara com a média de 210 bilhões de ienes de lucro estimada por 19 analistas consultados pela Thomson Reuters I/B/E/S, antes do anúncio dos resultados de quinta-feira.

O objetivo da Sony é afastar os obstáculos da chinesa Huawei Technologies e ZTE Corp e da coreana LG para assegurar o terceiro lugar no mercado mundial de smartphones, atrás da Samsung e da Apple, que correspondem por mais da metade de todos os smartphones vendidos.

Reportagem adicional de Jonathan Gordon, em Hong Kong, e Ayai Tomisawa, em Tóquio

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