CENÁRIOS-4G ameaça melhoria da banda larga móvel atual

quinta-feira, 9 de maio de 2013 14:05 BRT
 

Por Sérgio Spagnuolo e Daniela Ades

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 9 Mai (Reuters) - A corrida para a instalação da rede 4G no Brasil pode afetar os investimentos na melhoria da qualidade da banda larga 3G no curto prazo, com as operadoras tendo que dividir seus bilionários investimentos entre os dois segmentos ao mesmo tempo.

As operadoras estão agora correndo contra o relógio para cumprir as metas estabelecidas pelo governo federal de cobertura da nova tecnologia 4G nas cidades da Copa do Mundo de 2014. E como o cobertor é curto, elas podem ser mais contidas com o 3G, que atende a quase 70 milhões de usuários.

Representantes de Ericsson e Nokia Siemens, que juntas detêm mais de 70 por cento do mercado de estações rádio-base para 3G no Brasil, disseram à Reuters ter visto uma desaceleração nas encomendas desse segmento de janeiro a março por conta do 4G.

"Grande parte dos recursos foram canalizados para cumprir a meta de cobertura da Copa das Confederações, então deu uma segurada no 3G", afirmou o diretor de tecnologia para América Latina da Nokia Siemens, Wilson Cardoso.

Apesar de esses fornecedores se mostrarem otimistas com o segmento nos próximos anos, a contenção na demanda por equipamentos 3G, mesmo que pontual, demonstra nova postura das operadoras após a chegada do 4G.

"Olhando para apenas um trimestre, eu não vejo muito impacto essa contenção, mas se estender para o ano inteiro pode afetar (o 3G)", disse o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude.

A cobertura geográfica do 3G já chegou a 3.400 municípios em março, segundo dados da Teleco. Mas isso é apenas parte do problema, apontam especialistas.

"Não tem como as operadoras não continuarem investindo no 3G... mas existem dois problemas: um é o congestionamento da rede e outro é a cobertura", afirmou Tude.   Continuação...

 
Pessoa usa site de mídia social em smartphone, no Rio de Janeiro. A corrida para a instalação da rede 4G no Brasil pode afetar os investimentos na melhoria da qualidade da banda larga 3G no curto prazo, com as operadoras tendo que dividir seus bilionários investimentos entre os dois segmentos ao mesmo tempo. 15/04/2013 REUTERS/Ricardo Moraes