Microsoft e FBI miram rede global de crimes cibernéticos

quinta-feira, 6 de junho de 2013 13:40 BRT
 

Por Jim Finkle

BOSTON, 6 Jun (Reuters) - A Microsoft e o FBI, ajudados por autoridades em mais de 80 países, lançaram um grande ataque contra uma das maiores redes de crime cibernéticos do mundo, a qual se acredita ter roubado mais de 500 milhões de dólares de contas bancárias nos últimos 18 meses.

A Microsoft disse que sua Unidade de Crimes Digitais teve sucesso, na quarta-feira, em derrubar pelo menos 1.000 das cerca de 1.400 redes de computadores maliciosos, conhecidas como Citadel Bontnets.

O Citadel infectou até 5 milhões de PCs em todo o mundo e, segundo a Microsoft, foi usado para roubar dezenas de instituições financeiras, incluindo: American Express, Bank of America, Citigroup , Credit Suisse, PayPal do eBay, o HSBC, JPMorgan Chase, Royal Bank of Canada e Wells Fargo.

Apesar de os criminosos continuarem foragidos e as autoridades não saberem a identidade de todos os líderes, a ação coordenada internacionalmente lançou um golpe significativo contra as suas capacidades cibernéticas.

"Os bandidos vão sentir o soco no estômago", disse o conselheiro geral assistente da Unidade de Crimes Digitais da Microsoft, Richard Boscovich Domingues.

Os botnets são exércitos de computadores pessoais infectados, ou bots, que executam softwares que os forçam a verificar e obedecer regularmente a servidores de "comando e controle" operados por hackers.

Os botnets são tipicamente usados para cometer crimes financeiros, enviar spam, distribuir vírus e atacar redes de computadores. (Veja o gráfico: link.reuters.com/vem68t)

Citadel é um dos maiores botnets em operação hoje. A Microsoft disse que seu criador acoplou o software com versões piratas do sistema operacional Windows, e é usado para controlar PCs nos Estados Unidos, Europa Ocidental, Hong Kong, Índia e Austrália.   Continuação...

 
Foto ilustrativa tirada em Berlim. A Microsoft e o FBI, ajudados por autoridades em mais de 80 países, lançaram um grande ataque contra uma das maiores redes de crime cibernéticos do mundo, a qual se acredita ter roubado mais de 500 milhões de dólares de contas bancárias nos últimos 18 meses. 21/05/2013. REUTERS/Pawel Kopczynski