Fundador do Pirate Bay é condenado a 2 anos de prisão

quinta-feira, 20 de junho de 2013 09:56 BRT
 

ESTOCOLMO (Reuters) - Um dos cofundadores do site de compartilhamento de arquivos Pirate Bay foi condenado nesta quinta-feira a dois anos de prisão, por invadir computadores de uma empresa que gerencia dados para autoridades suecas e fazer transferências ilegais de dinheiro online, declarou um tribunal.

Gottfrid Svartholm Warg foi extraditado para a Suécia no ano passado do Camboja para iniciar uma pena de prisão de um ano, depois de ter sido condenado por pirataria na Internet, em 2009. Ele foi, então, acusado pelas autoridades como parte da investigação sobre a invasão de computadores.

"A invasão foi ampla e tecnicamente avançada", afirmou o tribunal distrital de Nacka em um comunicado. "O agressor atingiu sistemas muito sensíveis." Warg negou as acusações.

Documentos da acusação dizem que Warg, um sueco de 28 anos, conseguiu transferir 24.200 coroas dinamarquesas (4.300 dólares) online, mas também tentou, em várias operações diferentes, a transferência de um total de cerca de 683.000 euros (915.500 dólares).

A investigação envolveu violação de dados da empresa de terceirização Logica.

Autoridades suecas disseram que os hackers tiveram acesso a informações sobre várias pessoas com identidades protegidas.

No julgamento de 2009, um tribunal na Suécia, onde o The Pirate Bay foi fundado em 2003, multou e condenou à prisão Warg e dois cofundadores do site por violação de direitos autorais em um caso apresentado por gravadoras como Sony Universal Music e EMI.

O site agora é administrado por um grupo desconhecido e usa um nome de domínio registrado em Sint Maarten, um território holandês no Caribe.

 
Fundador do Pirate Bay Gottfrid Svartholm Warg (C) é escoltado no tribunal da Corte Distrital de Nacka, nesta foto de divulgação, em Estocolmo. Um dos cofundadores do site de compartilhamento de arquivos Pirate Bay foi condenado nesta quinta-feira a dois anos de prisão, por invadir computadores de uma empresa que gerencia dados para autoridades suecas e fazer transferências ilegais de dinheiro online, declarou um tribunal. 20/05/2013 REUTERS/Erik Martensson/Scanpix Sweden