Proibição de uso de pen drives no Pentágono tem muitas exceções

sábado, 22 de junho de 2013 17:23 BRT
 

Por David Alexander

WASHINGTON, 22 Jun (Reuters) - O Pentágono abriu muitas exceções, possivelmente milhares, para permitir que funcionários que gerenciam redes seguras de computadores usem pen drives e outros dispositivos de armazenamento portáteis, disseram porta-vozes do departamento.

As exceções às regras proibindo a utilização destes dispositivos podem tornar mais fácil o trabalho de funcionários desonestos para copiar e remover documentos importantes. Por outro lado, as autoridades dizem que a concessão é para pessoas que atualizam software e executam serviços de help desk (assistência técnica), para a grande rede de computadores do Pentágono e são necessárias para permitir que o sistema funcione de forma eficiente.

A manipulação de documentos importantes pelo governo dos EUA está sob observação desde que Edward Snowden, um administrador de sistemas terceirizado dentro da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), copiou dados confidenciais em uma instituição no Havaí e as divulgou nos meios de comunicação.

Snowden usou uma simples unidade flash para armazenar os dados, de acordo com uma fonte do governo familiarizada com a investigação.

Os dispositivos de armazenamento têm sido uma preocupação do Departamento de Defesa, desde o incidente Buckshot Yankee, de 2008, quando um software malicioso worm infectou as redes militares através de um pen drive.

O então secretário-adjunto Bill Lynn, tornou público o incidente em 2010 e o governo proibiu os dispositivos.

Mais ou menos na mesma época, de acordo com a promotoria, a Private Bradley Manning, consultoria de inteligência do exército, copiou milhares de documentos para CDs e um cartão de câmera digital e os divulgou para o site WikiLeaks.

Desde então, o Pentágono reforçou seus esforços para evitar a remoção de dados confidenciais, disse o tenente-coronel James Gregory.   Continuação...