Snowden retira pedido de asilo político à Rússia, diz Kremlin

terça-feira, 2 de julho de 2013 09:12 BRT
 

MOSCOU, 2 Jul (Reuters) - O ex-funcionário da agência de espionagem norte-americana Edward Snowden retirou seu pedido de asilo político à Rússia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, disse que ele deveria parar de "prejudicar os nossos parceiros americanos", afirmou o Kremlin nesta terça-feira.

O secretário de imprensa de Putin, Dmitry Peskov, confirmou que Snowden ainda estava na zona de trânsito do aeroporto Sheremetyevo, em Moscou, depois de chegar de Hong Kong em 23 de junho e disse que ele não tinha passado pelo controle de passaporte para entrar em território russo.

Reiterando os comentários de Putin, Peskov disse que a Rússia não extraditará o norte-americano para enfrentar acusações de espionagem por vazar detalhes de programas secretos de inteligência do governo dos Estados Unidos. Ele também afirmou que a inteligência russa nunca tinha trabalhado com Snowden.

"Snowden está na área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo e não cruzou a fronteira da Federação Russa (para entrar em solo russo)... A Rússia nunca extraditou alguém, não está extraditando alguém e não vai extraditar ninguém", declarou Peskov a repórteres.

"Hipoteticamente, Snowden poderia ficar na Federação Russa, mas com uma condição: que ele desista de qualquer intenção de se envolver em quaisquer formas de atividades antiamericanas, atividades que sejam prejudiciais aos Estados Unidos."

Ele disse que Snowden não mostrou nenhum sinal de fazer isso e acrescentou: "Depois de saber da posição da Rússia ontem (segunda-feira), declarada pelo presidente Putin ... ele abandonou sua intenção (de ficar) e seu pedido para poder permanecer na Rússia."

(Reportagem de Alexei Anishchuk)

 
Fotografia de Edward Snowden, ex-prestador de serviço de uma agência espiã dos EUA, é vista estambpada em um jornal distribuído no metrô de Moscou. Snowden retirou seu pedido de asilo político à Rússia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, disse que ele deveria parar de "prejudicar os nossos parceiros americanos", afirmou o Kremlin nesta terça-feira. 2/07/2013. REUTERS/Maxim Shemetov