July 18, 2013 / 10:59 AM / 4 years ago

Desaceleração da China atinge vendas de software, diz SAP

4 Min, DE LEITURA

FRANKFURT/SÃO PAULO, 18 Jul (Reuters) - A produtora alemã de software corporativo SAP reduziu sua perspectiva de vendas para este ano, alertando que uma desaceleração na China está fazendo companhias em toda a Ásia a paralisar investimentos.

O ritmo de crescimento da China caiu para 7,5 por cento no segundo trimestre, o nono trimestre nos últimos 10 a registrar enfraquecimento na taxa.

"A desaceleração da China está impactando agora a indústria de tecnologia", disse o co-presidente-executivo da SAP, Jim Hagemann Snabe, a jornalistas, nesta quinta-feira.

O cenário está tendo um impacto sobre outras empresas na região. Companhias no Japão, Austrália e Nova Zelândia, particularmente, se tornaram mais hesitantes nos investimentos, disse Snabe.

A maior rival da SAP, Oracle, afirmou no mês passado que a Ásia e América Latina pesaram no resultado de vendas e assinaturas decepcionantes de software.

A companhia cortou a perspectiva para crescimento de receita de software e serviços relacionados para pelo menos 10 por cento em 2013 ante expectativa anterior de avanço entre 11 e 13 por cento.

Nos três meses encerrados em junho, a receita de software e serviços relacionados da SAP cresceu 10 por cento, para 3,35 bilhões de euros, menor crescimento em cinco trimestres e ligeiramente abaixo da expectativa do mercado de faturamento de 3,41 bilhões.

O lucro operacional também cresceu 10 por cento, a 1,22 bilhão de euros, praticamente em linha com as expectativas do mercado.

Brasil

Apesar do desempenho mais lento na Ásia, as vendas de software da SAP no Brasil mais que dobraram no segundo trimestre. A performance levou a operação brasileira à terceira posição entre as maiores geradoras de receita para a companhia alemã no mundo, disse Diego Dzodan, presidente da empresa no país.

Segundo ele, o desempenho da SAP no Brasil foi puxado por forte busca de empresas por ferramentas que melhoram a produtividade em meio ao lento crescimento da economia brasileira, além de estratégia da produtora de ampliar sua atuação nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, além do interior do Estado de São Paulo.

"O PIB não está crescendo como todos gostaríamos, porém o setor corporativo está com boa situação financeira, com tanto pequenas e grandes empresas sendo muito pressionadas para melhorarem resultados em ambiente em que a receita não está crescendo como se esperava", disse Dzodan.

Ele afirmou que a divisão brasileira da SAP está investindo para dobrar o tamanho de seu centro de desenvolvimento de software em São Leopoldo (RS) e que a companhia mantém uma visão "otimista" sobre a economia do país.

A avaliação é que empresas brasileiras que promoveram fortes processos de internacionalização, com grandes aquisições, correm para integrar as operações adquiridas o que continuará gerando volume positivo de negócios para a empresa.

Dzodan afirmou que após o salto de 107 por cento no faturamento do segundo trimestre com software no Brasil, a SAP deve seguir curso de expansão de dois dígitos até o final do ano.

"É pouco provável manter uma taxa assim forte. Mas esperamos manter um crescimento forte, acima da média global da empresa, de duplo dígito", afirmou o executivo, evitando citar números específicos.

Por Natalia Drozdiak, com reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr., em São Paulo

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