Ex-funcionários processam Apple por tempo gasto em revista de bolsas

quarta-feira, 31 de julho de 2013 12:57 BRT
 

SÃO FRANCISCO, 31 Jul (Reuters) - Dois ex-funcionários da Apple acusaram a fabricante do iPhone de submeter os trabalhadores de suas lojas a revistas diárias enquanto eles estavam fora do horário de expediente, e argumentam em uma ação judicial que devem ser compensados.

As revistas, destinadas a impedir furtos, são realizadas todas as vezes que vendedores saem da loja, inclusive em intervalos para refeição, alegaram os ex-funcionários no processo apresentado em 25 de julho em um tribunal federal de São Francisco.

Eles reivindicam salários em atraso, compensação de horas extras e outros pagamentos relacionados ao que eles dizem ser uma prática habitual em lojas da Apple nos EUA. Os dois autores disseram que trabalharam para a Apple ao longo de vários anos, na Califórnia, Geórgia e Flórida.

Processos provenientes de funcionários da Apple são raros, em parte porque a empresa é conhecida por impor a lealdade entre os seus trabalhadores. Em 2011, no entanto, um funcionário em meio período em uma loja da Apple em São Francisco tentou formar um sindicato para lutar por melhores salários e benefícios e enfrentar o que ele chamou de práticas desleais dentro de lojas da empresa.

Ambos os querelantes no processo, que buscam obter o status de ação de classe em nome de todos os funcionários atuais e antigos da Apple contratados por hora, estimam em sua ação que muitas vezes esperaram na fila por cerca de 5 a 10 minutos, ou mais, antes de passarem pela revista.

Não está claro se a política se estende para lojas internacionais. A empresa possui mais de 400 lojas em todo o mundo. A Apple não respondeu aos pedidos de comentários.

 
Loja da Apple em Palo Alto, Califórnia. Dois ex-funcionários da Apple acusaram a fabricante do iPhone de submeter os trabalhadores de suas lojas a revistas diárias enquanto eles estavam fora do horário de expediente, e argumentam em uma ação judicial que devem ser compensados. 2/11/2012. REUTERS/Robert Galbraith