Serviço de email criptografado supostamente usado por Snowden fecha

sexta-feira, 9 de agosto de 2013 09:07 BRT
 

SAN FRANCISCO, 9 Ago (Reuters) - Um serviço de email criptografado que supostamente teria sido usado pelo fugitivo norte-americano Edward Snowden fechou as portas abruptamente na quinta-feira, em meio a uma batalha judicial que parece envolver tentativas do governo dos Estados Unidos de obter acesso a informações de clientes.

"Fui forçado a tomar uma decisão difícil: tornar-me cúmplice de crimes contra o povo americano, ou abandonar quase 10 anos de trabalho duro, fechando o Lavabit", disse o proprietário do Lavabit, Ladar Levison, em uma carta publicada no site da empresa sediada no Texas, na quinta-feira.

Levison disse que decidiu "suspender as operações", mas foi impedido de discutir os acontecimentos ao longo das últimos seis semanas que levaram à sua decisão.

Esse período coincide com o momento em que Snowden apareceu publicamente como fonte de reportagens que detalharam operações de espionagem eletrônica secreta realizada pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês).

"Esta experiência me ensinou uma lição muito importante: sem a ação do Congresso ou um forte precedente judicial, recomendo fortemente contra confiar seus dados privados a uma empresa com laços físicos nos Estados Unidos", escreveu Levison.

O Departamento de Justiça dos EUA não fez nenhum comentário imediato.

Também na quinta-feira, um executivo de um provedor mais conhecido de email seguro disse que sua empresa também havia encerrado o serviço. Jon Callas, co-fundador do Silent Circle, disse no Twitter e em um blog que o Silent Circle tinha encerrado o serviço Silent Mail.

(Por Joseph Menn, com reportagem adicional de David Ingram em Washington)

 
Manifestantes usam máscaras do fugitivo norte-americano Edward Snowden em Brasília. Um serviço de email criptografado que supostamente teria sido usado por Snowden fechou as portas abruptamente na quinta-feira, em meio a uma batalha judicial que parece envolver tentativas do governo dos Estados Unidos de obter acesso a informações de clientes. 06/08/2013 REUTERS/Ueslei Marcelino