Icahn quer acelerar processo contra Dell

sexta-feira, 16 de agosto de 2013 09:24 BRT
 

(Reuters) - O investidor ativista Carl Icahn vai pedir sexta-feira que um tribunal de Delaware, nos Estados Unidos, acelere seu processo contra a Dell, investida fundamental em seu esforço de meses para tirar do jogo a controversa oferta de 24,8 bilhões de dólares do presidente-executivo da companhia, Michael Dell, para tornar a empresa privada.

Icahn está tentando acelerar o trâmite na esperança de derrubar uma votação da proposta de compra do controle, marcada para 12 de setembro, e que, na visão do bilionário de fundos de hedge e de outros grandes investidores, subestima o valor da companhia, terceira maior fabricante de PCs do mundo.

O conflito acrescenta mais incerteza ao cenário vivido por uma empresa que já dominou o mercado global de PCs, mas agora está tentando passar para o campo de serviços de computação empresarial, com o avanço de dispositivos móveis diminuindo as vendas de computadores e laptops.

Icahn, que quer colocar seus próprios diretores no conselho e derrubar o presidente fundador, argumenta que a Dell e um comitê especial que supervisiona a proposta de compra são investidores que irão promover poucas mudanças.

Ele detém 8,9 por cento da Dell, tornando-se o segundo maior acionista da companhia, atrás apenas de Michael Dell, que possui cerca de 16 por cento. Ele quer que a empresa convoque uma assembleia geral anual no mesmo dia da votação especial, o que garantiria uma oferta final melhor do presidente-executivo e seu parceiro na proposta de compra, o fundo Silver Lake.

A jogada também adiaria a votação especial, com Icahn ganhando tempo para nomear sua própria chapa de conselheiros antes de uma decisão dos acionistas sobre a oferta de compra.

A Dell afirma que a comissão especial tem feito tudo que pode para proteger os interesses dos acionistas, e disse que a decisão de realizar a assembleia geral anual em 17 de outubro significa que ela irá ocorrer pouco depois da votação especial.

Enquanto isso, os fundamentos da empresa continuam a se deteriorar. Na quinta-feira, a companhia informou uma queda de 72 por cento no lucro do segundo trimestre, refletindo o agravamento da situação em seu negócio de PCs, bem como as questões circundando seu futuro como empresa pública.