Batalha dos consoles esquenta e setor de videogames mostra otimismo

quinta-feira, 22 de agosto de 2013 10:30 BRT
 

COLÔNIA, Alemanha, 22 Ago (Reuters) - "Novos heróis estão aqui", diz um cartaz que mostra os novos consoles de videogames da Microsoft e da Sony na entrada da feira Gamescon, na Alemanha, refletindo expectativas de que a renovação da batalha dos consoles vai impulsionar uma indústria em declínio.

A popularização de jogos online e gratuitos não são os únicos tópicos da maior feira de videogames da Europa, que deve atrair cerca de 300 mil visitantes à Colônia.

Em vez disso, a já clássica batalha de titãs volta a ganhar corpo, com a indústria esperando que os novos consoles possam impulsionar o setor antes da importante temporada de compras de fim de ano.

A empresa de pesquisa de mercado NPD afirma que as vendas de hardware e software de videogames têm tido quedas a cada mês desde janeiro de 2012 nas comparações anuais, perdendo terreno para jogos online e gratuitos pela internet, que podem ser executados em smartphones e tablets.

Mas depois que Sony e Microsoft anunciaram os novos PlayStation 4 e Xbox One, as empresas de jogos passaram a apostar fichas nos novos consoles para faturarem.

O otimismo é apoiado pela empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), que sugere que o mercado global de videogames vai atingir 86,9 bilhões de dólares em 2017, ante 63,4 bilhões em 2012, com o gasto dos consumidores com consoles subindo para 31,2 bilhões de dólares em 2017, sobre 24,9 bilhões no ano passado.

Dois meses depois da Electronic Entertainment Expo (E3), em Los Angeles (EUA), Sony e Microsoft anunciaram os jogos que estarão disponíveis para seus novos aparelhos, esperando convencer os consumidores a gastarem 499 dólares em um Xbox One e 399 dólares em um PlayStation 4.

A Sony informou recentemente que recebeu pedidos antecipados para 1 milhão de PS4, enquanto as vendas antes da chegada do Xbox One às lojas já superam as registradas pelo modelo antecessor do console, lançado oito anos atrás, disse a Microsoft.

(Por Harro ten Wolde)