Nintendo lança novo dispositivo portátil e diminui preço do Wii U

quarta-feira, 28 de agosto de 2013 15:20 BRT
 

SÃO FRANCISCO, 28 Ago (Reuters) - A fabricante japonesa de jogos Nintendo vai lançar um novo dispositivo portátil de baixo custo e cortar em 50 dólares o preço do Wii U de 32GB na América do Norte e na Europa na temporada de final do ano, numa estratégia para reverter vendas fracas e reconquistar os consumidores.

Apelidado de "2DS", o novo dispositivo custará 129,99 dólares e será vendido a partir de 12 de outubro. Parte da linha 3DS da Nintendo, ele rodará jogos 3DS e DS com gráficos 2D, como seu nome sugere.

Conhecida por jogos com personagens muito populares, como "Mario", a Nintendo vem enfrentando forte concorrência de jogos grátis em tablets e smartphones. Isso reflete uma tendência que afeta todo o setor, com os jogos móveis corroendo a participação dos consoles e dispositivos portáteis no mercado.

Com o "2DS", a Nintendo quer atrair para o segmento de dispositivos portáteis os clientes que não puderam bancar as variantes do seu sistema 3DS, com preços de 169,99 e 199,99 dólares, disse o presidente da Nintendo America, Reggie Fils-Aime, durante uma entrevista.

Alguns analistas do setor têm criticado a empresa por não aproveitar o rápido crescimento dos jogos em dispositivos móveis equipados com o iOS e o Android, mantendo suas franquias limitadas a seus próprios sistemas.

Do seu lado, executivos da Nintendo disseram que permitir que outros personagens populares como o "Mario" fossem para os dispositivos móveis iria prejudicar o negócio de hardware da empresa no longo prazo.

Ao introduzir o "2DS," a Nintendo está indo atrás "não apenas dos consumidores que têm, necessariamente, um smartphone ou tablet" e querem sentir o gosto dos jogos da empresa, "mas todos os consumidores, especialmente os mais jovens", disse Fils-Aime.

Para impulsionar as vendas, a empresa também irá reduzir o preço da versão deluxe do Wii U, com 32 GB, de 349,99 para 299,99 dólares, a partir de 20 de setembro, acrescentou o executivo.

(Por Malathi Nayak)