EUA espionaram redes de Petrobras, Google e outros, diz TV

segunda-feira, 9 de setembro de 2013 09:43 BRT
 

Por Paulo Prada e Asher Levine

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 9 Set (Reuters) - O governo norte-americano espionou as redes de computadores de empresas como Petrobras e Google, de acordo com documentos vazados da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) exibidos pela Rede Globo.

Uma semana após ter denunciado que a NSA espionou as comunicações da presidente Dilma Rousseff e do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, o programa "Fantástico" revelou, no domingo à noite, que a agência também espionou grandes empresas.

O programa exibiu slides de uma apresentação da NSA, com data de maio de 2012, que teria sido usada para treinar novos agentes a espionar redes privadas de computadores.

Além de Petrobras e Google, a apresentação indica que a NSA espionou sistemas utilizados pela chancelaria francesa e pela Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Globais, cooperativa internacional de bancos conhecida como Swift, que realiza transferências bancárias internacionais.

A reportagem não informou quando a suposta espionagem aconteceu, quais dados podem ter sido obtidos ou o que a agência estava buscando.

Assim como na reportagem anterior, o "Fantástico" obteve as informações através de Glenn Greenwald, repórter norte-americano do jornal Guardian que vem trabalhando junto com o ex-analista da NSA Edward Snowden para expor os programas de espionagem dos EUA.

Em entrevista ao programa da Globo, Greenwald disse que os documentos obtidos com Snowden contêm "muito mais informações sobre espionagem a inocentes, contra pessoas que não têm nenhuma ligação com terrorismo, ou sobre questões industriais, que precisam ser tornadas públicas".

Em uma troca de emails com a Reuters, Greenwald recusou-se a comentar a reportagem.   Continuação...

 
Fachada da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. O governo norte-americano espionou as redes de computadores de empresas como Petrobras e Google, de acordo com documentos vazados da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) exibidos pela Rede Globo. 24/09/2010. REUTERS/Bruno Domingos