ANÁLISE-E-commerce brasileiro desiste do crescimento a qualquer preço

sexta-feira, 20 de setembro de 2013 10:32 BRT
 

Por Marcela Ayres

SÃO PAULO (Reuters) - O comércio eletrônico mantém um ritmo de forte expansão no Brasil ante desaceleração do varejo tradicional, mas agora com uma nova tônica: a busca da rentabilidade em primeiro lugar.

Enquanto empresas como Máquina de Vendas e Ri Happy apostam na integração das lojas físicas e onlines, outras que se dedicam apenas à operação eletrônica, como a varejista Netshoes, adotam a cobrança de frete para aumentar as margens.

"Até dois anos e meio atrás, eu só ouvia uma palavra do controlador: venda. Mas isso mudou para 'me dê dinheiro'", disse o diretor de e-commerce da Máquina de Vendas, Marcelo Ribeiro.

"Hoje não existe mais essa possibilidade de vendermos com prejuízo", completou.

Segunda maior varejista de eletroeletrônicos e móveis do Brasil, e dona de marcas como Ricardo Eletro e Insinuante, a empresa vem integrando os centros de distribuição utilizados pelas lojas físicas.

"Não posso desprezar 1.100 pontos de venda que temos no país", afirmou Ribeiro. Com a integração, não é mais necessário, por exemplo, enviar uma geladeira de São Paulo para uma cidade no Pará, ao custo de 300 reais. Agora o produto sai do próprio Estado a um custo de 20 reais, exemplificou o executivo.

A empresa de brinquedos Ri Happy, controlada pelo grupo de private equity Carlyle, segue o mesmo rumo. "Vivemos um momento de reintegração, com online e lojas físicas numa operação única", disse o diretor de e-commerce, Roberto Wajnsztok.

REPENSANDO O FRETE   Continuação...