Foco da Blackberry em clientes corporativos não deve conter queda

segunda-feira, 23 de setembro de 2013 09:44 BRT
 

TORONTO (Reuters) - O plano da BlackBerry para recuar do mercado consumidor em favor da sua tradicional força em serviços para empresas e governos é amplamente visto como um movimento desesperado, que observadores da indústria alertam que só vai acelerar a espiral descendente da companhia.

A mudança estratégica e dramática reestruturação estão alimentando temores sobre a viabilidade da companhia no longo prazo. A incerteza criada poderia facilmente empurrar um número crescente de parceiros de telecomunicações, clientes corporativos e consumidores a abandonar a plataforma.

"... Se a confiança de clientes e fornecedores continuar a cair, não importa quanto dinheiro eles tenham no balanço. As coisas poderão piorar", disse o analista da GMP Securities Deepak Kaushal.

A fabricante canadense de celulares inteligentes, que já foi líder no envio de emails por dispositivos móveis, anunciou a mudança de foco na sexta-feira, quando também afirmou que vai divulgar uma perda trimestral de cerca de 1 bilhão de dólares e cortar mais de um terço de sua força de trabalho.

Em resposta a perguntas sobre a sua futura estratégia de vendas, a BlackBerry disse no domingo que vai fornecer mais detalhes no anúncio dos resultados trimestrais, em 27 de setembro.

Na sexta-feira, o presidente-executivo da companhia, Thorsten Heins, disse que a mudança estratégica para se concentrar nos chamados clientes corporativos vai jogar a favor dos pontos fortes da empresa em termos de segurança e confiabilidade.

"A segurança importa e as empresas sabem que o padrão-ouro em mobilidade corporativa é da BlackBerry", disse ele em um comunicado.

A Blackberry ainda tem uma base de clientes substancial, de 72 milhões de usuários em todo o mundo no final de junho, apesar do número ter diminuído ante os 76 milhões de clientes três meses antes.

A empresa tem lutado desde que o iPhone, da Apple, e os telefones Galaxy, da Samsung, avançaram para dominar um mercado que antes era seu.   Continuação...