RealNetworks mira retorno com novo software de vídeo

quarta-feira, 25 de setembro de 2013 19:10 BRT
 

SAN FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - A RealNetworks, uma das primeiras grandes companhias da Internet, mas que nos últimos anos passou a enfrentar dificuldades, pretende reverter sua sorte com serviços de armazenamento e software de vídeo que permitem que as pessoas compartilhem vídeos rapidamente entre dispositivos diferentes.

Rob Glaser, que retornou à companhia fundada por ele como presidente-executivo interino no ano passado, disse que o novo serviço, RealPlayer Cloud, aproveitará a ainda grande base instalada do RealPlayer e potencialmente estabeleceria a plataforma para uma nova incursão em conteúdos de mídia e outros serviços.

O novo software soluciona o problema de incompatibilidade entre formatos de vídeo em diversos dispositivos, permitindo aos consumidores que eles carreguem um vídeo que poderá então ser visualizado e compartilhado em PCs, tablets, iPhones, dispositivos Android ou televisores.

Até 2 gigabytes de armazenamento serão disponibilizados gratuitamente aos usuários do serviço. Taxas serão aplicadas se o usuário quiser mais espaço.

"Existe muitos exemplos do modelo de negócio 'freemium' em funcionamento, especialmente em armazenamento", disse Glaser, citando o exemplo do Dropbox.

Glaser disse que a marca RealNetwork ainda detinha um poder considerável, observando que cerca de 100 mil pessoas tinham assinado uma lista para serem notificadas sobre uma versão do RealPlayer para iPhone a partir de uma simples solicitação no website para celulares da RealNetworks.

A RealNetworks foi criada em 1994 e originalmente fornecia ferramentas e serviços para transmissão de aúdio e depois também de vídeo. Mas a empresa tem enfrentado problemas para evoluir em um mercado de mídia de Internet que se transforma rapidamente, fazendo a cisão do seu serviço de assinaturas de música, o Rhapsody, e entrando no negócio de videogames através de aquisições.

Glaser, que fundou a companhia em 1994 após ter trabalhado 10 anos na Microsoft, deixou de ser presidente da companhia em 2010 apenas para retornar em 2012 depois que dois presidentes-executivos subsequentes saíram rapidamente da empresa sediada em Seattle.