Facebook e Twitter terão dificuldades após entrada tardia na China

quinta-feira, 26 de setembro de 2013 16:43 BRT
 

PEQUIM, 25 Set (Reuters) - O Facebook e o Twitter enfrentam uma tarefa difícil na China, caso o acesso às redes sociais seja desbloqueado, já que terão de concorrer com rivais domésticos bastante consolidados que atendem as necessidades e gostos locais.

Anos de crescimento fizeram as sofisticadas empresas de mídia social da China, incluindo Tencent Holdings, Sina e Renren, fiquem despreocupadas se Facebook e Twitter acessarem o mercado chinês de 591 milhões de usuários de Internet, a maior população online do mundo.

O acesso ao Facebook e ao Twitter está bloqueado na China desde 2009, mas será retirado pelo governo na Zona Franca de Xangai (FTZ, da sigla em inglês) neste fim de semana, afirmou o jornal South China Morning Post na terça-feira - uma decisão chamada popularmente de "Concessão da Internet".

Mas pode ser muito tarde para eles conseguirem repetir o sucesso dos demais países num dos mercados de Internet mais promissores do mundo, mas também mais restrito -onde as receitas com publicidade online subiram 47 por cento no ano passado, para 12,3 bilhões de dólares.

O popular aplicativo de mensagens da empresa Tencent, o WeChat, tem 236 milhões de usuários ativos, mais da metade dos usuários de smartphones da China, e o serviço de microblogging Sina Weibo fechou o ano passado com mais de 500 milhões de contas registradas.

O Facebook, avaliado em 118 bilhões de dólares, disse no prospecto de sua oferta pública inicial de ações (IPO) no ano passado que sua fatia no mercado chinês era de quase zero, e estudos recentes afirmam que o Twitter tem somente 50 mil usuários ativos na China. O acesso só é feito por pessoas com Rede Privada Virtual que podem ultrapassar o firewall chinês.

(Reportagem de Paul Carsten)

 
Silhuetas de homens são vistas contra uma tela mostrando os logotipos das mídias sociais Facebook e do Twitter, em Zenica, na Bósnia-Herzegovina. O Facebook e o Twitter enfrentam uma tarefa difícil na China, caso o acesso às redes sociais seja desbloqueado, já que terão de concorrer com rivais domésticos bastante consolidados que atendem as necessidades e gostos locais. 14/08/2013 REUTERS/Dado Ruvic