Magnata egípcio amplia posição vendida em Telecom Italia

terça-feira, 8 de outubro de 2013 13:42 BRT
 

MILÃO/LONDRES, 7 Out (Reuters) - O magnata egípcio Naguib Sawiris ampliou sua posição vendida em ações da Telecom Italia depois que a Telefónica fechou acordo para gradualmente tomar o controle da endividada empresa de telecomunicações italiana.

Sawiris, que tentou sem sucesso comprar uma fatia de 3 bilhões de euros na Telecom Italia no ano passado, montou uma posição vendida de 1,2 por cento por meio de sua empresa de investimentos Orascom TMT, mostraram nesta segunda-feira dados do regulador de mercado Consob.

Na sexta-feira, a posição vendida era de 1 por cento.

Há duas semanas, a Telefónica fechou um acordo com seus parceiros italianos para gradualmente tomar o controle da Telco, holding que controla a Telecom Italia com uma fatia de 22,4 por cento.

O acordo levou à saída do presidente do Conselho Franco Bernabè, que procurava apoio para um aumento de capital de mais de 5 bilhões de euros para evitar uma redução da nota da empresa ao patamar especulativo e para financiar investimentos na Itália. A companhia tem dívidas de 29 bilhões de euros.

A Telefónica, por sua vez, é vista como favorável a uma venda de ativos, como a da operação brasileira da Telecom Italia, a operadora de celular TIM Participações.

Sawiris não respondeu a solicitações de comentários.

Uma fonte próxima ao investidor disse que o magnata estava vendido nas ações da Telecom Italia devido à expectativa de que haverá uma redução da nota da empresa em breve, e que as chances de a Telefonica conseguir vender a TIM a tempo para evitar um aumento de capital eram pequenas.

Nesta segunda-feira, a agência de classificação de risco Standard and Poor's colocou as notas da Telecom Italia em perspectiva negativa para uma possível redução para o status especulativo.

Na última sexta-feira, líderes sindicais disseram que o novo presidente-executivo da Telecom Italia, Marco Patuano, irá divulgar um plano de negócios que decidirá o futuro das operações sul-americanas da empresa e uma possível reestruturação na Itália durante reunião de Conselho marcada para 7 de novembro.

(Por Sophie Sassard, Danilo Masoni, Leila Aboud)