Falta de "guerreiros cibernéticos" prejudica combate a hackers

terça-feira, 15 de outubro de 2013 09:43 BRT
 

Por Peter Apps e Brenda Goh

LONDRES, 14 Out (Reuters) - Para os governos e corporações acuados pela frequência cada vez maior de ataques pela Internet, o maior desafio é encontrar guerreiros cibernéticos capacitados para reagir.

As atividades hostis de espiões, sabotadores, concorrentes e criminosos abrem espaço para a expansão das atividades das empresas de segurança digital, as quais são capazes de atrair os melhores talentos das unidades cibernéticas governamentais.

O Comando Cibernético dos EUA deve quadruplicar de tamanho até 2015, recebendo 4.000 novos funcionários. A Grã-Bretanha anunciou no mês passado a criação da nova Reserva Cibernética Conjunta, e do Brasil à Indonésia governos nacionais criam forças semelhantes.

Mas a demanda por especialistas supera amplamente o número de profissionais qualificados para a tarefa, e os governos acabam perdendo mão de obra para concorrentes que oferecem grandes salários.

"Como com qualquer coisa, realmente se resume ao capital humano, e não há simplesmente suficiente dele", disse Chris Finan, ex-diretor de segurança cibernética na Casa Branca e hoje pesquisador-sênior do Projeto Truman de Segurança Nacional, além de trabalhar para uma start-up no Vale do Silício.

"(Os profissionais) escolhem onde trabalhar com base no salário, estilo de vida e falta de uma burocracia interferente, e isso torna particularmente difícil trazê-los para o governo."

Os ataques cibernéticos podem ser caros. Uma empresa de capital aberto de Londres, cujo nome não foi revelado, sofreu prejuízos de 800 milhões de libras (1,3 bilhão de dólares) por causa de um ataque cibernético anos atrás, segundo serviços britânicos de segurança.

Globalmente, os prejuizões oscilam entre 80 bilhões e 400 bilhões de dólares por ano, segundo pesquisa do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de Washington, patrocinado pela McAfee, subsidiária da Intel.   Continuação...

 
Foto ilustrativa tirada em Varsóvia. Para os governos e corporações acuados pela frequência cada vez maior de ataques pela Internet, o maior desafio é encontrar guerreiros cibernéticos capacitados para reagir. As atividades hostis de espiões, sabotadores, concorrentes e criminosos abrem espaço para a expansão das atividades das empresas de segurança digital, as quais são capazes de atrair os melhores talentos das unidades cibernéticas governamentais. 28/03/2013. REUTERS/Kacper Pempel/Files