Investidor da Tel Italia quer reformulação de conselho

quinta-feira, 17 de outubro de 2013 20:55 BRT
 

MILÃO, 17 Out (Reuters) - O investidor da Telecom Italia Marco Fossati, que tem cobrado nova estratégia e nova equipe de gestão para recuperar a companhia, exigiu um encontro de acionistas para discussão de uma reformulação do Conselho de Administração da empresa.

Fossati, cuja holding familiar Findim detém 5 por cento da Telecom Italia, não deu mais detalhes sobre a proposta em comunicado divulgado pela empresa nesta quinta-feira. O pedido precisa ser aprovado pelo Conselho atual da companhia antes de ser colocado em prática.

O empresário tem sido visto como opositor à possível venda da TIM Participações como forma de melhorar as finanças da Telecom Italia, pressionada por dívida líquida de quase 29 bilhões de euros. A venda da unidade brasileira da companhia italiana deve ser apoiada pela espanhola Telefónica.

A Telefónica deve ganhar controle sobre a Telecom Italia depois de ter obtido acordo em setembro que permitirá ao grupo espanhol gradualmente aumentar sua participação na holding controladora da companhia italiana, a Telco, que detém 22,4 por cento da empresa.

Fossati, que tem cobrado mudanças na estrutura societária da Telecom Italia e defendido fusão da empresa com outro grupo de telecomunicações, argumenta que a TIM oferece oportunidades para a empresa italiana ao estar em um mercado em crescimento.

No documento divulgado nesta quinta-feira, a Findim afirma que o acordo da Telefónica pode afetar a estratégia e a gestão da Telecom Italia, especialmente no Brasil e na Argentina, onde a companhia italiana detém a Telecom Argentina.

O novo presidente-executivo da Telecom Italia, Marco Patuano, deve apresentar um novo plano de negócios para a companhia durante reunião do Conselho marcada para 7 de novembro, quando a empresa divulga resultado trimestral.

Ele foi indicado para o cargo depois do acordo da Telefónica e substituiu Franco Bernabè, que renunciou em meio a um confronto de estratégia com acionistas da Telco.

Bernabè era contrário ao acordo com a Telefónica, afirmaram várias fontes, mas não conseguiu apoio para um aumento de capital da Telecom Italia.

(Por Danilo Masoni)