Telefônica/Vivo está cautelosa com leilão de 4G com frequência de 700 MHZ

terça-feira, 22 de outubro de 2013 14:25 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 22 Out (Reuters) - O presidente da Telefônica/Vivo, Antonio Carlos Valente, disse nesta terça-feira que as operadoras estão interessadas no leilão de 700 MHZ da Internet de quarta geração (4G) previsto pelo governo para 2014, mas que ainda é necessário analisar o tempo necessário para que essas frequências, hoje ocupadas pelos canais da TV aberta analógica, sejam liberadas.

"Espectro é fundamental para todos os operadores móveis em qualquer parte do mundo. As aplicações estão crescendo, assim como o número de usuários", disse Valente a jornalistas durante o Futurecom, evento de telecomunicações que ocorre no Rio de Janeiro.

"O que precisamos considerar é que esse espectro tem que estar disponível para o uso, e em muitas cidades vai precisar muito tempo para que eles estejam disponíveis", disse, citando como exemplo as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo o executivo, começam a surgir no mercado novas tecnologias que aproveitam frequências já utilizadas pelas operadoras. "O reaproveitamento de frequências tem acontecido em outras partes do mundo, e certamente vai acontecer no Brasil", disse.

"O que estamos tendo é uma cautela para saber exatamente qual espectro vai estar à disposição das operadoras, em termos de uso efetivo, para que a gente possa se manifestar", disse, ao acrescentar que a prioridade da empresa neste momento é cumprir os compromissos firmados no leilão de 4G com a frequência 2,5 GHZ, realizado no ano passado.

MARCO CIVIL

Valente pediu mais tempo para o setor debater o projeto do Marco Civil da Internet, espécie de constituição da web que está sendo discutida no Congresso.

"Acho que um dos pontos que houve concordância é que precisamos discutir mais esse tema. Até pela própria diferença de entendimento que existe em relação a certas disposições", disse.

A presidente Dilma Rousseff pediu em setembro regime de urgência para a votação do projeto cujo relator é o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), após as denúncias de espionagem norte-americana contra empresas e autoridades brasileiras.   Continuação...