ATUALIZA 1-BlackBerry desiste de venda e substituirá presidente

segunda-feira, 4 de novembro de 2013 15:20 BRST
 

TORONTO, Nov (Reuters) - A BlackBerry está abandonando seu plano de venda e irá captar cerca de 1 bilhão de dólares com sua maior acionista e outros investidores institucionais enquanto tenta reviver seu negócio.

A fabricante de smartphones disse nesta segunda-feira que o presidente-executivo da empresa, Thorsten Heins, deixará o cargo em cerca de duas semanas, assim que for encerrada a colocação privada de debêntures conversíveis.

Seu sucessor interino será John Chen, ex-presidente-executivo da Sybase, uma empresa de software que a SAP adquiriu em 2010. Chen, que também será o novo presidente do Conselho da BlackBerry, entrou no grupo de private equity Silver Lake como consultor sênior um ano atrás.

A colocação privada pode aumentar o número de ações da BlackBerry em até 20 por cento. Às 15h11 (horário de Brasília), os papéis da empresa caíam 13,7 por cento, para 6,70 dólares, na Nasdaq.

A maior acionista da BlackBerry, a Fairfax Financial Holdings, vai comprar 250 milhões de dólares em debêntures. A BlackBerry disse que as debêntures subordinadas seriam conversíveis em ações comuns a 10 dólares e teriam um prazo de sete anos. A empresa não citou os demais investidores institucionais que participarão do acordo.

A canadense BlackBerry cresceu de uma pequena startup de tecnologia para uma empresa multibilionária ao ser pioneira em acesso de emails pelo celular.

Mas a empresa perdeu grande parte de sua fatia de mercado para o iPhone da Apple e outros smartphones que rodam o sistema operacional Android, do Google, e há meses procura um comprador.

A BlackBerry teve conversas com diversas companhias, incluindo Cisco Systems, Google, SAP, Lenovo, Samsung Electronics, LG Electronics e Intel Corp para vender partes de seu negócio, informou a Reuters anteriormente.

A Fairfax anunciou a intenção de comprar a BlackBerry por 9 dólares por ação no final de setembro. Mas a Reuters noticiou na sexta-feira que a empresa estava tendo dificuldades para financiar a proposta de 4,7 bilhões de dólares.

(Por Allison Martell, Euan Rocha, Sinead Carew, Alastair Sharp e John Tilak)