Lucro da Telefónica cai no acumulado do ano; atinge meta de dívida

sexta-feira, 8 de novembro de 2013 13:11 BRST
 

MADRI (Reuters) - O grupo de telecomunicações espanhol Telefónica anunciou nesta sexta-feira uma queda de 9 por cento no lucro líquido acumulado nos nove meses do ano, atingido por um fraco mercado doméstico e pela desvalorização das moedas latino-americanas, embora tenha ficado levemente acima das expectativas de analistas.

A empresa - que fechou nesta semana um acordo para vender sua unidade na República Tcheca, pagou seu primeiro dividendo em 18 meses e abriu as portas para aumentar investimentos na Telecom Italia - disse que o lucro líquido somou 3,145 bilhões de euros (4,2 bilhões de dólares), ante expectativa de 2,997 bilhões de euros em uma pesquisa da Reuters com analistas.

As receitas caíram 8,4 por cento, para 42,626 bilhões de euros, enquanto o lucro operacional antes de depreciação e amortização recuou 10,7 por cento, para 14,1 bilhões de euros.

O resultado foi divulgado um dia depois que a Telefônica Brasil anunciou lucro de terceiro trimestre abaixo do esperado pela média do mercado, pressionado por receita estável e forte aumento nos investimentos.

A Telefónica disse que houve sinais de estabilidade no mercado europeu no terceiro trimestre e que sua estratégia de reduzir uma das maiores dívidas entre as empresas europeias com a venda de ativos não estratégicos na Europa e América Latina dará frutos logo.

O grupo informou que a dívida líquida ficou em 46,101 bilhões de euros no final de setembro, atingindo a meta da empresa de encerrar 2013 abaixo de 47 bilhões de euros, três meses antes do esperado.

A Telefónica reiterou meta de crescimento de receita, impulsionada por margens operacionais, vendas estáveis e investimentos, além de dividendos de 0,75 euro para 2013.

 
Logo da Telefónica em Madrid. O grupo de telecomunicações espanhol Telefónica anunciou nesta sexta-feira uma queda de 9 por cento no lucro líquido acumulado nos nove meses do ano, atingido por um fraco mercado doméstico e pela desvalorização das moedas latino-americanas, embora tenha ficado levemente acima das expectativas de analistas. 03/12/2012. REUTERS/Andrea Comas