Reformas na China querem ampliar negócios online

quinta-feira, 21 de novembro de 2013 13:22 BRST
 

XANGAI, 21 Nov (Reuters) - A China divulgou novas regras para impulsionar as gastos no comércio digital, que cresce rápido, enquanto busca encorajar maior consumo interno, após líderes do país anunciarem no começo do mês a reforma mais ambiciosa em décadas.

Com o crescimento do mercado de smartphones e conexões de banda larga, o setor de varejo online da China deve superar os Estados Unidos como o maior do mundo neste ano e chegar a 3,3 trilhões de iuans em 2015, segundo dados da Bain & Co.

A despesa total de consumidores chineses em compras online chegou a 212,4 bilhões de dólares no ano passado, comparado a 228,7 bilhões de dólares atingidos pelos EUA no mesmo período.

Parlamentares da China querem impulsionar o consumo e serviços, o que julgam ser o futuro da economia após anos de investimentos em crescimento liderado pelas exportações.

As novas orientações vão apoiar empresas como a líder do mercado Alibaba, que prepara sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) que pode avaliar a empresa em mais de 100 bilhões de dólares. A plataforma na internet da companhia possui mais da metade dos negócios de empresário ao consumidor do mercado de varejo.

A China vai ajudar varejistas online e tradicionais a organizar promoções e eventos para impulsionar o consumo online e para ajudar o varejo tradicional a estabelecer uma presença digital, de acordo com as novas diretrizes.

As firmas de e-commerce do país serão encorajadas a estabelecer operações no exterior para incrementar as operações online além da fronteira, ao passo em que autoridades vão procurar melhorar as logísticas fronteiriças, pagamentos e o aparato regulatório.

(Reportagem de Adam Jourdan)

 
Um homem olha na direção do distrito financeiro de Pudong, em Xangai. A China divulgou novas regras para impulsionar as gastos no comércio digital, que cresce rápido, enquanto busca encorajar maior consumo interno, após líderes do país anunciarem no começo do mês a reforma mais ambiciosa em décadas. 20/11/2013 REUTERS/Carlos Barria