19 de Fevereiro de 2014 / às 19:49 / 4 anos atrás

Mercado Livre abre marketplace para lojas estrangeiras

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa comércio eletrônico Mercado Livre anunciou nesta quarta-feira a abertura da sua plataforma para venda de produtos de lojas estrangeiras, numa ofensiva para elevar a oferta de itens e manter a liderança no Brasil.

Atualmente, cerca de 800 produtos de quatro varejistas norte-americanas estão presentes na plataforma, conhecida no jargão do mercado como marketplace.

Apesar de grandes companhias que operam no e-commerce brasileiro terem iniciado suas operações de marketplace no ano passado -entre elas Nova Pontocom, do Grupo Pão de Açúcar, o Walmart e a B2W- o diretor-geral do Mercado Livre no país, Helisson Lemos, negou que a investida tenha sido feita diante do aumento da competitividade no setor.

"O grande propulsor disso é a demanda. (O nosso negócio) é uma eterna busca de demanda e oferta", afirmou. "Queremos ter uma oferta infinita".

Inicialmente, a negociação para vender no Brasil está aberta apenas a empresas dos Estados Unidos, mas a companhia prevê a expansão do modelo para o mercado asiático, disse Lemos, sem estimar prazos.

Na avaliação do vice-presidente de operações do Mercado Livre, Stelleo Tolda, a entrada de novos competidores no mercado de marketplace é encarada antes "como um crescimento do bolo, que abre mais espaço para a gente, do que um jogo de soma zero, em que tiram nossa participação".

"Do ponto de vista do comprador, ele sempre vai buscar onde tem a maior oferta. Do ponto de vista do vendedor, a gente tem a vantagem de começar de um tamanho específico", disse Tolda.

A companhia, que completa quinze anos em agosto, vem crescendo no mesmo ritmo do comércio eletrônico, disse o executivo, ressaltando que o objetivo do Mercado Livre é manter sua fatia de mercado no país, que não é divulgada pela empresa.

De acordo com a E-bit, especializada em informações do comércio eletrônico, o setor movimentou 28,8 bilhões de reais no ano passado, num avanço nominal de 28 por cento sobre 2012.

OPERAÇÃO

Na prática, as varejistas internacionais que entrarem no marketplace do Mercado Livre irão seguir as mesmas etapas e receber pela venda da mesma forma que os lojistas brasileiros, arcando com comissões sobre os produtos que vão de 6,5 a 10 por cento e com o eventual pagamento de uma tarifa por anúncio.

A possibilidade de fazer anúncios grátis e fechar vendas sem pagar nada só é aberta às pessoas físicas - público que, neste momento, ficará de fora da expansão internacional do marketplace do Mercado Livre.

A diferença, no caso dos estrangeiros, é que eles necessariamente utilizarão dois serviços da empresa, o que é facultativo para os brasileiros. Além do Mercado Pago, sistema de pagamento que já embutirá todos os impostos e frete envolvidos no processo, as empresas de fora também usarão o Mercado Envios, de gerenciamento logístico.

A entrega, feita pelos Correios, deverá ser concluída em até três semanas, afirmou Lemos.

Segundo o executivo, os investimentos para essa expansão não foram significativos, pois a companhia já tinha a tecnologia e a estrutura comercial para isso. A tradução das ofertas para o português ficará a cargo dos lojistas, que também estarão sujeitos à política de reputação a partir das vendas concluídas.

Por Marcela Ayres

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