Proibição de acesso ao Twitter deixa internautas furiosos na Turquia

sexta-feira, 21 de março de 2014 19:12 BRT
 

Por Nick Tattersall e Orhan Coskun

ANCARA, 21 Mar (Reuters) - A proibição de acesso ao Twitter na Turquia, dias antes de eleições fortemente disputadas, provocou uma reação furiosa no país e no exterior nesta sexta-feira. Os usuários do serviço de rede social denunciaram a medida como um "golpe digital" e o presidente turco expressou sua desaprovação.

Um tribunal bloqueou o acesso ao Twitter depois que o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, prometeu durante um ato de campanha eleitoral na quinta-feira "acabar" com o serviço de mídia social, não importando o que a comunidade internacional tenha a dizer sobre isso. As eleições locais são em 30 de março.

O ministro da Indústria, Fikri Isik, disse que as negociações com o Twitter estavam ocorrendo e a proibição seria levantada se a empresa com sede em San Francisco nomear um representante para a Turquia e concordar em bloquear conteúdo específico quando solicitado pelos tribunais turcos.

"Estamos ao lado de nossos usuários na Turquia, que contam com o Twitter como uma plataforma vital de comunicação. Esperamos que o acesso pleno retorne em breve", disse a empresa em um tuíte.

Um porta-voz da empresa se ​​recusou a dizer se iriam nomear alguém na Turquia, mas disse que estava avançando em negociações com o governo.

Os turcos ligados em tecnologia, entre os quais aparentemente se inclui o presidente Abdullah Gul, rapidamente encontraram meios de contornar a proibição e a hashtag #TwitterisblockedinTurkey (O Twitter está bloqueado na Turquia) ficou entre as mais populares mundialmente nesta sexta-feira.

"Não se pode aprovar o encerramento completo das plataformas de mídia social", tuitou Gul, expressando sua esperança de que a proibição seria de curta duração e se manifestando publicamente em desacordo com o primeiro-ministro.

Erdogan, que domina a política turca há 11 anos, está lutando contra um escândalo de corrupção que vem sendo alimentado por mídias sociais inundadas com supostas provas de má conduta do governo. Ele não mencionou a proibição do Twitter em dois comícios de campanha nesta sexta-feira.   Continuação...