Edmund Hillary, pioneiro do Everest e empenho pelo Nepal

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 10:31 BRST
 

Por Kazunori Takada

WELLINGTON (Reuters) - O neozelandês Edmund Hillary, primeiro homem a escalar o Everest, que morreu aos 88 anos nesta sexta-feira, era considerado um dos maiores aventureiros do século 20, mas será lembrado também por suas décadas de empenho pelo povo do Nepal.

"Para mim, ele foi o maior aventureiro do século 20", disse à Reuters o milionário, filantropo e aventureiro australiano Dick Smith, que já deu a volta ao mundo sozinho num helicóptero.

Após escalar o Everest com o sherpa Tenzing Norgay, em 1953, Hillary buscou outras grandes aventuras no Himalaia e na Antártida, onde chegou ao Pólo Sul de trator.

Mas Hillary nunca esqueceu o povo nepalês, que o ajudou a se tornar mundialmente famoso. Seu Fundo Himalaio arrecada cerca de 250 mil dólares por ano, e ele pessoalmente ajudou na construção de escolas, hospitais, pontes, dutos e até de uma pista de pouso.

"Acendi candeeiros e ofereci preces por sua reencarnação como ser humano", disse em Katmandu Ang Rita Sherpa, 60 anos, que foi amigo de Hillary e trabalhou durante 23 anos com ele e com o Fundo Himalaio.

"Muita gente da etnia sherpa ofereceu preces particulares, enquanto muitos outros estão realizando serviços especiais nos monastérios", disse ele, acrescentando que haverá uma cerimônia em Katmandu, capital do Nepal, país asiático onde fica o Everest.

Ao anunciar sua morte, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, disse: "o lendário montanhista, aventureiro e filantropo é o neozelandês mais conhecido que já viveu. Mas acima de tudo ele era a quintessência dos 'kiwis' (apelido dos habitantes do país).

"Ele era nosso -- desde a sua aparência rude e seu estilo lacônico até sua honestidade e caráter direto. Era um colosso. Era uma figura heróica que não só derrotou o Everest, como viveu uma vida de determinação, humildade e generosidade."   Continuação...